Mckinsey: Há risco de quebra de segurança na banca

  • Rita Atalaia
  • 4 Outubro 2016

Pedro Rodeia diz que há o risco de uma quebra de segurança no sistema bancário. O responsável da Mckinsey só não sabe se acontecerá na banca tradicional ou online.

Pedro Rodeia diz que há a probabilidade de haver uma quebra de segurança no setor bancário, apenas não sabe se acontecerá na banca tradicional ou online. O responsável pela prática bancária global da McKinsey aproveita para elogiar Portugal e diz que é um dos países mais avançados a nível da banca de retalho.

As declarações foram feitas num workshop organizado pelo Banco de Portugal onde se discutiu tecnologia financeira e como está a ter impacto nos mercados.

O governador do banco central, Carlos Costa, destaca o “desafio” que a banca está a enfrentar, uma vez que a tecnologia está a ajudar o setor financeiro a inovar, mas tem um impacto considerável nos mercados e instituições. Rodeia diz mesmo que a redução do número de balcões é o caminho mais natural nesta revolução digital.

As pessoas usam cada vez mais o computador ou o telemóvel para fazerem pagamentos, as moedas virtuais estão a ganhar importância e já é possível pedir empréstimos online, com respostas em menos de 10 minutos. Há, por isso, uma maior vulnerabilidade no sistema bancário.

"A cibersegurança é um dos principais problemas sistémicos que temos agora”

Andreas Dombret. responsável do Bundesbank

Na mesma conferência, o responsável do banco central alemão Andreas Dombret disse que a cibersegurança é um dos principais problemas sistémicos atualmente e que os “supervisores têm de continuar atentos”.

Por outro lado, o antigo governador da Autoridade Monetária Palestiniana Jihad Al Wazir refere que os reguladores “não devem temer a tecnologia“, mas sim “dedicar recursos para desenvolver conhecimento e ferramentas para perceber analisar e disseminar” a informação tecnológica.

Para onde vamos com a tecnologia financeira?

No workshop foram referidos alguns benefícios e não apenas riscos associados à tecnologia financeira. Claire Sunderland, do Banco de Inglaterra, diz que esta tecnologia aumenta o acesso de todos aos serviços financeiros. Os pagamentos online e através do telemóvel, o dinheiro eletrónico e máquinas que dão conselhos financeiros a quem não pode pagar um conselheiro são apenas alguns dos exemplos.

No entanto, tem de haver cautela em relação a esta acessibilidade. Os responsáveis relembram que, nos EUA, os bancos quiseram oferecer crédito às famílias com menos rendimentos a taxas mais vantajosas — o chamado subprime. Seguiu-se a crise do subprime, que foi provocada pela excessiva especulação sobre ativos de alto risco que foram financiados pelos empréstimos bancário.

Para além disso, também aumenta a eficácia dos serviços oferecidos. Hoje é possível pedir empréstimos online e ter uma resposta em menos de dez minutos. Há, portanto, menos necessidade de haver um intermediário e os bancos podem dedicar-se mais a determinadas atividades.

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