Ericsson afunda em bolsa após maus resultados

A empresa de telecomunicação apresentou as piores receitas num trimestre desde 2003. O efeito nos mercados foi de queda imediata na abertura da bolsa de Estocolmo.

As ações da Ericsson caíram para mínimos de nove anos. As expectativas dos investidores para as contas da empresa sueca não corresponderam aos resultados operacionais anunciados esta quarta-feira. “Os resultados do negócio para o terceiro trimestre de 2016 vão ser significantemente mais baixos do que as nossas perspetivas”, admite a empresa no comunicado preliminar dos resultados.

Fonte: Bloomberg (Valores em SEK)
Fonte: Bloomberg (Valores em SEK)

Na bolsa de Estocolmo, a empresa de tecnologia abriu a cair 15,12% para as 52,50 coroas suecas (cerca de 5,44 euros). Esta foi a reação dos mercado à maior queda de receitas trimestrais desde 2003, de acordo com os dados da Bloomberg. A Ericsson revelou uma redução de 14% nas receitas, registando uma quebra de 93% nos resultados operacionais dos três meses terminados em setembro.

O nosso contínuo progresso nos programas de redução de custos não compensou as vendas baixas e as margens

Jan Frykhammar

Presidente executivo da Ericsson

Na nota de imprensa divulgada esta quarta-feira, a Ericsson argumenta que “a procura por banda larga diminuiu, especialmente em mercados com um fraco desenvolvimento macroeconomia”. O relatório completo vai ser publicado no dia 21 de outubro.

“O nosso contínuo progresso nos programas de redução de custos não compensou as vendas baixas e as margens”, explica o presidente executivo. Jan Frykhammar garante que a estratégia vai continuar a ser implementada, mas admite que “espera-se que as tendências atuais vão continuar a curto prazo”.

Este mês a Ericsson já tinha anunciado um corte de quase quatro mil empregos na Suécia. Na altura a empresa anunciou que o maior corte seria nas duas fábricas suecas. No final de 2015 a empresa de telecomunicações empregava mais de 116 mil pessoas.

Editado por Paulo Moutinho

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ericsson afunda em bolsa após maus resultados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião