Secretária-geral adjunta da ONU vai ser uma mulher

  • Ana Luísa Alves
  • 14 Outubro 2016

Novo secretário-geral das Nações Unidas vai nomear uma mulher secretária geral adjunta. O objetivo é "estabelecer um regime de paridade nas Nações Unidas", afirma Guterres.

António Guterres anunciou esta quinta-feira que vai nomear uma mulher para secretária-geral adjunta.

Nas primeiras declarações dirigidas à imprensa portuguesa, o futuro secretário-geral da ONU afirmou que quando propuser um secretário-geral adjunto será uma mulher. “É a minha firme intenção que seja uma mulher”, referiu.

“A minha preocupação é a de estabelecer um regime de paridade nas Nações Unidas, com um caminho para isso, visto que a situação hoje é muito desequilibrada, com um caminho para isso tão rápido quanto possível. Já hoje tive ocasião para dizer que quando propuser uma secretária geral adjunta será uma mulher”, referiu o futuro secretário-geral das Nações Unidas.

E, em termos de paridade, “é normal que, se o secretário-geral for um homem, a secretária-geral adjunta seja uma mulher e que se a secretária-geral for uma mulher que o secretário-geral adjunto seja um homem”.

Ainda que Guterres já tenha adiantado que será uma mulher a exercer o cargo de secretária-geral adjunta, ainda não foi avançado nenhum nome.

Esta quinta-feira, data da eleição de Guterres na Assembleia Geral da ONU, o futuro secretário-geral afirmou ainda não ter tido tempo para pensar “em tudo o que vai mudar na minha vida”. Ainda assim não poupou nos agradecimentos feitos.

Fui surpreendido pela rapidez da decisão.

António Guterres

“Tenho de agradecer à minha família, sobretudo à minha mulher, aos meus filhos e à minha mãe, pela grande compreensão que tiveram em balançar esta campanha, porque isso causou enormes dificuldades a todos eles e todos foram de uma extraordinária solidariedade”, declarou António Guterres.

Ex-primeiro ministro português, e antigo Alto-Comissário para os refugiados, Guterres exaltou a rapidez com que o processo foi concluído.

“Houve uma aceleração no fim que deixou toda a gente surpreendida e eu próprio me senti surpreendido. Fui sentindo que o caráter aberto deste processo, o facto de ter havido provas públicas, debates, me tinha favorecido, mas obviamente era muito difícil saber o que se ia passar dentro das paredes fechadas do Conselho de Segurança. Eu próprio fui surpreendido pela rapidez da decisão”, confessou.

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