BHP prevê recuperação no mercado das matérias-primas

  • Leonor Rodrigues
  • 19 Outubro 2016

A maior empresa de exploração mineira está otimista quando à recuperação do mercado e à continuação da forte procura por parte da China.

Com a previsão de manutenção da recuperação dos preços do petróleo e do gás natural, a BHP Billiton prevê que o mercado das matérias-primas recupere em 2018. Junta-se, assim, a outras gigantes do setor mineiro que antecipam uma viragem no setor à boleia do crescimento da procura, especialmente por parte da China.

“Os fundamentais sugerem que tanto o mercado petrolífero como o de gás vão melhorar nos próximos 12 a 18 meses“, diz Andrew Mackenzie na apresentação do relatório de previsão de produção do primeiro trimestre de 2017. “Os preços do ferro e do carvão têm sido mais fortes do que o esperado mas continuamos a esperar que a oferta aumente a curto prazo”, notou o CEO da BHP Billiton.

A maior empresa na área da exploração mineira do mundo junta-se assim à concorrente Rio Tinto no que diz respeito a previsões otimistas, perspetivando a continuação da forte procura de matérias-primas no mercado chinês. A comprovar o otimismo das duas multinacionais, um relatório do Barclays prevê um aumento da procura de matérias-primas em 2017, depois de uma grande recuperação do mercado a partir do final do mês de agosto deste ano, de acordo com a Bloomberg.

O índice de matérias-primas da Bloomberg regista uma valorização de 85% no próximo ano, depois de ter atingido um mínimo de 13 anos em janeiro. O minério de ferro ganhou 34% este ano e o petróleo somou 14%, depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter acordado, pela primeira vez em oito anos, limitar a sua produção no mês passado.

A BHP está numa boa posição para beneficiar da recuperação do mercado. O aumento dos preços do petróleo pode também ajudar a empresa a compensar os fracos resultados do departamento petrolífero no próximo ano fiscal, defende David Lennox, especialista do Fat Prophets, à Bloomberg.

Editado por Paulo Moutinho

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