Caminhos-de-ferro: as seis obras que avançam já

É em 2017 que os projetos de reabilitação das linhas de caminho-de-ferro vão chegar em força ao terreno. O primeiro vai ser adjudicado já amanhã.

É em 2017 que os projetos de reabilitação das linhas de caminho-de-ferro vão chegar em força ao terreno. O primeiro vai ser adjudicado já nos próximos dias — a eletrificação da linha do Minho. Este é apenas um exemplo do que vai mudar nos transportes no próximo ano:

1. Eletrificação da Linha do Minho

A modernização e eletrificação da linha do Minho, no troço Nine/Viana do Castelo representa um investimento de 28,5 milhões de euros. Num comunicado, a Infraestruturas de Portugal revelou que “a empreitada de eletrificação daquele troço, com 43,6 quilómetros, entre Nine (Braga) e Viana do Castelo, tem um valor de cerca de 16 milhões de euros e está integrada no Plano de Investimentos Ferroviários 2020, aprovado e apresentado pelo governo em fevereiro último”. O ministro do Planeamento e Infraestruturas vai estar presente na cerimónia na qual será dado o tiro de partida às empreitadas de conceção/construção da subestação de Tração de Vila Fria, com um valor de 3,7 milhões de euros, e de conceção, construção e manutenção do sistema de sinalização do troço Nine/Valença, no valor de 8,8 milhões de euros, revela o mesmo comunicado.

2. Eletrificação da Linha do Douro

Os trabalhos de eletrificação da Linha do Douro até à Régua vão iniciar-se no próximo ano, anunciou o ministro Pedro Marques na conferência de apresentação do Orçamento do Estado para 2017 do seu ministério. Pedro Marques reconheceu que esta obra irá resolver “um conjunto de constrangimento que já aconteceram este verão” e ajudar a dar resposta “ao aumento de procura justificado pelo Turismo”. Segundo dados da CP, em junho, na linha do Douro, o transporte de grupos aumentou 73%, o que corresponde a mais 8.314 viagens realizadas, num total de 19.629 passageiros transportados em grupos nesse mês.

3. Renovação da Linha do Norte

A Linha do Norte já está a ser renovada mas as obras vão continuar em 2017. “A Linha do Norte já está a ser alvo de intervenções e vamos aprofundar a renovação da integral da linha”, revelou o ministro Pedro Marques na conferência de apresentação do Orçamento do Estado para 2017 do seu ministério. Já no relatório do OE/2017 vem especificado que está “incluindo o arranque de obra em Ovar – Gaia”.

4. Modernização dos Alfas Pendulares

E como a Linha do Norte “é uma ligações das mais competitivas do país”, sublinhou o ministro Pedro Marques, vai ser posto em prática um plano de modernização dos Alfas Pendulares. Serão dez unidades entre 2016 e 2019.

5. Ligar Sines a Espanha

O corredor Internacional Sul, que liga Sines a Espanha, vai ser outra das grandes apostas no próximo ano, porque “é muito importante para a competitividade do Porto de Sines”, sublinhou o ministro Pedro Marques. Os trabalhos de “renovação e capacitação” vão começar pelo troço entre Elvas e a fronteira com Espanha.

6. Reativar a Linha da Beira Baixa

Pedro Marques, na mesma conferência explicou ainda que “a reativação da Linha da Beira Baixa estará no terreno em 2017”, uma aposta que mais do que duplicará o investimento. O objetivo é ainda concluir a “eletrificação da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda, um troço que está desativado desde 2009. O passo a seguir é apostar na Linha da Beira Alta que garantirá a recuperação do Corredor Internacional Norte e conseguir a “plena articulação plena entre as duas linhas”. Em julho, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas anunciou que a intervenção neste Corredor Ferroviário representa um investimento de 691 milhões de euros.

Segundo o relatório do Orçamento do Estado, “no âmbito do Plano “Ferrovia 2020” está previsto um investimento global de 2,7 mil milhões de euros, quer para a construção de novas linhas ferroviárias, numa extensão de 214 km, quer para a modernização de linhas existentes, em cerca de 900 km”. “Estes investimentos incluirão ainda o arranque da instalação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário, o aumento do comprimento de cruzamento dos comboios para 750 m e a preparação da migração para a bitola standard“, refere ainda o documento apresentado no Parlamento na passada sexta-feira.

“Estes projetos ferroviários terão uma forte componente de cofinanciamento europeu, através do Portugal 2020 ou de outros mecanismos e instrumentos europeus, tal como o Mecanismo Interligar a Europa”, explica o relatório do OE/2017.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Caminhos-de-ferro: as seis obras que avançam já

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião