Novo Banco tem de reduzir 75 balcões em 2017

  • Rita Atalaia
  • 19 Outubro 2016

António Ramalho diz que o Novo Banco ainda vai ter de fechar 75 balcões na primeira parte de 2017, ficando com 475 agências. A redução faz parte do plano de reestruturação acordado com a Europa.

António Ramalho diz que o Novo Banco ainda vai ter de reduzir 75 balcões no primeiro semestre do próximo ano. A redução faz parte do plano de restruturação do banco que foi assinado pelo Estado português e aprovado pelo seu maior acionista — o Fundo de Resolução.

O banco pretende reduzir “a rede de balcões de 637 em dezembro de 2015 para 550 no final de 2016 e 475 no final do primeiro semestre de 2017“, de acordo com uma apresentação revelada hoje pelo presidente do Novo Banco numa comissão parlamentar de trabalho e segurança social.

 

O Novo Banco também vai avançar com a redução da presença no exterior e focar-se na atividade doméstica. Vai, por isso, “vender as unidades internacionais NB Vénétie (França), Banco Internacional de Cabo Verde, Novo Banco Asia (Macau) e outras unidades do Grupo”. Para além disso, vai vender uma carteira de ativos não estratégicos. O banco não quer que os ativos não “core” excedam os 9 mil milhões de euros no final de 2016 e os 7,4 mil milhões de euros no final de junho de 2017.

 

Na comissão, António Ramalho disse que o plano de despedimentos está “definitivamente executado”. O presidente da instituição bancária diz que a “redução de 1000 colaboradores no Novo Banco, face a novembro de 2015, até ao final de 2016 (-13%) e de mais 500 até ao final do primeiro semestre de 2017” vai traduzir-se numa descida de 150 milhões e de 230 milhões de euros, respetivamente, nos custos operacionais.

“A redução de custos com pessoal foi de par com a redução dos restantes custos operativos que baixaram 24,1% entre janeiro e agosto de 2016″, lê-se na apresentação de António Ramalho.

 

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco tem de reduzir 75 balcões em 2017

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião