Trump na frente, Wall Street para trás

As bolsas norte-americanas não gostaram da mais recente sondagem para as presidenciais. Os índices terminaram a sessão em queda.

Hillary na frente… até ao FBI. A mais recente sondagem veio trocar as voltas na corrida à presidência dos EUA. Trump superou Hillary. Os investidores não gostaram. A indefinição criada por esta sondagem a uma semana da ida às urnas, juntamente com a ansiedade em torno do que fará a Fed, levou as bolsas dos EUA para o vermelho. Recuaram para mínimos de Julho.

O S&P 500 perdeu cerca de 0,5%, já o Dow Jones cedeu 0,7%. E até o Nasdaq cedeu, recuando mais de 1%. O S&P 500, o índice de referência dos mercados norte-americanos registou a descida mais acentuada em meio mês, chegando a tocar no valor mais baixo desde julho. Isto ao mesmo tempo que o VIX, conhecido como o “índice do medo”, disparou mais de 14%.

Os investidores reagiram à mais recente sondagem para as eleições nos EUA. A uma semana das eleições presidenciais de 8 de novembro, Trump tem 46% de intenções de voto e Clinton 45% numa sondagem elaborada de 27 a 30 de outubro, com uma amostra de 1.128 votantes. Ou seja, não só Trump vai à frente como a liderança é pequena, o que aumenta a incerteza. E os mercados não gostam da falta de visibilidade.

Este contexto pressionou os índices, mas não foi o único fator a ditar a queda das bolsas nos EUA. A Fed iniciou hoje uma reunião de política monetária que será concluída esta quarta-feira. Os analistas não antecipam qualquer subida de juros, mas Janet Yellen deverá sinalizar o aumento do preço do dinheiro na reunião de dezembro.

 

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump na frente, Wall Street para trás

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião