As estrelas de Wall Street que podem ir com Trump para a Casa Branca

  • Marta Santos Silva
  • 9 Novembro 2016

Acusou Hillary Clinton de ser muito próxima de Wall Street, mas o presidente eleito pode bem trazer alguns nomes conhecidos do mundo financeiro para a Casa Branca.

Donald Trump vai ser o 45.º presidente dos Estados Unidos. Agora, muitos perguntam-se quem vai levar com ele para a Casa Branca. Na área da economia e das finanças, o Financial Times tem alguns palpites, com base em intervenções passadas de Trump e das pessoas no seu círculo próximo. E muitos deles são pesos pesados de Wall Street.

Apesar de se ter várias vezes manifestado contra o poderio de Wall Street — argumentando, por exemplo, que ao contrário de Hillary Clinton financiou a sua própria campanha com o seu dinheiro e com pequenas doações (uma asserção muito disputada) — Donald Trump poderá estar prestes a nomear uma lista de nomes de banqueiros e multimilionários para o ajudarem na Casa Branca.

Num discurso de junho recuperado pelo Financial Times, por exemplo, Trump dizia: “Conheço os tipos mais inteligentes de Wall Street. Conheço os melhores negociadores. Conheço os que são sobrevalorizados, os que são subvalorizados, aqueles de quem nunca ninguém ouviu falar mas que são ótimos. E temos de usar estas pessoas. Pessoas como Jack Welch. Gosto de tipos como Henry Kraviz. Adorava trazer o meu amigo Carl Icahn. Quer dizer, temos pessoas que são ótimas”.

Quem são estes e outros homens de Wall Street próximos de Trump que poderão estar a dirigir o destino económico-financeiro da maior economia do mundo a partir da tomada de posse?

  • Jack Welch
    Aos 80 anos, Jack Welch continua a ser um nome incontornável dos negócios nos EUA, onde liderou a General Electric enquanto chairman e CEO durante 20 anos, até 2001. Welch é multimilionário e identifica-se como republicano. Tal como Donald Trump, acredita que as alterações climáticas (facto científico comprovado que tem como principal causa a atividade humana) são uma “neurose de massa” e “o ataque ao capitalismo que o socialismo não conseguiu concretizar”.
  • Carl Icahn
    Mais um magnata octogenário. Carl Icahn é o fundador e principal acionista da holding Ichan Enterprises, e é o chariman da Federal-Mogul. O investidor multimilionário apoiou Donald Trump na corrida à Casa Branca e é referido pelo agora presidente eleito como um amigo e como a principal aposta para Secretário do Tesouro. O investidor criou uma organização de lóbi — um super PAC –, financiada com 150 milhões de dólares, para reformar (reduzindo-o) o imposto sobre os rendimentos das sociedades nos EUA, uma proposta defendida por Trump.
  • Henry Kravis
    Fundador da firma de private equity KKR, é mais um multimilionário republicano que apoiou e financiou campanhas para George W. Bush e John McCain. Kravis não declarou o seu apoio a Donald Trump, mas Trump já falou de nomear Kravis para Secretário de Tesouro (o mesmo posto para o qual fala de Icahn). Kravis até já rejeitou várias vezes. Uma declaração enviada à Fox News dizia mesmo: “Embora fique honrado pela sugestão, adoro o meu trabalho e não consigo imaginar deixá-lo”.
  • Steve Mnuchin
    O antigo executivo da Goldman Sachs e banqueiro é influente no meio político, tendo apoiado e participado na campanha de Mitt Romney. Agora com Trump, Mnuchin está a ser apontado também para o papel de Secretário do Tesouro — vai ser preciso escolher um. Mnuchin liderou a faceta das finanças na campanha de Donald Trump.
  • Lawrence Kudlow
    Kudlow é um economista conhecido pela sua participação na opinião pública enquanto comentador e colunista, mas foi também economista-sénior do Bear Stearns, um dos bancos de investimento que esteve muito envolvido na crise do subprime e subsequentemente faliu em 2008 (por essa altura, Kudlow já lá não estava). Kudlow apoiou Trump na campanha em 2016 e concorda publicamente com algumas das suas propostas mais extremistas, como a construção de um muro na fronteira com o México e a proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

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