Trump inverte o discurso: “Unifiquemos a América”

  • Marta Santos Silva
  • 9 Novembro 2016

O novo Presidente dos Estados Unidos decidiu adotar um tom conciliador ao fazer o seu discurso de vitória, apelando aos adversários que se unam para "sarar as feridas" do país.

Os Estados Unidos da América têm um novo Presidente. É o multimilionário da construção civil e estrela de reality show Donald Trump, cuja campanha foi marcada por um discurso extremado e por escândalos frequentes. Agora, porém, no seu primeiro discurso ao país após a maior parte das projeções confirmarem a sua vitória, e depois de ter recebido uma chamada da derrotada Hillary Clinton, Trump optou por inverter o seu discurso polarizador da campanha e apelar à pacificação dos EUA.

“Está na hora de a América sarar as feridas da divisão. Está na hora de nos juntarmos como um povo unido”, afirmou, num discurso na sua sede de campanha em Nova Iorque perante uma multidão entusiasmada que gritava ‘U.S.A’. “A todos os que escolheram não me apoiar, estou a apelar-vos para que nos ajudem a trabalhar juntos para unificar o nosso grande país”.

Entre as promessas de Donald Trump neste que é o seu primeiro discurso enquanto presidente eleito, o empresário garantiu que vai tornar a economia americana “a melhor do mundo” e duplicar o crescimento.

O vencedor das eleições prometeu ainda relações internacionais saudáveis “com todas as nações que se quiserem dar bem connosco”, acrescentando: “Quero dizer à comunidade mundial que vamos pôr os interesses da América em primeiro lugar, mas vamos tratar todos os países com justiça”.

O discurso foi surpreendentemente moderado tendo em conta algumas das posições mais extremistas adotadas por Donald Trump durante a sua campanha – incluindo a já infame promessa de banir todos os muçulmanos estrangeiros de entrar nos Estados Unidos e a construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, que, afirmou sempre o candidato, seria financiado pelo país vizinho.

Donald Trump prometeu ser “o Presidente para todos os americanos” e saiu do palco, entre aplausos e grandes festejos dos seus apoiantes, ao som da canção dos Rolling Stones que marcou a sua campanha, You Can’t Always Get What You Want.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump inverte o discurso: “Unifiquemos a América”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião