Joseph Gordon-Levitt: Como transformar a multidão em comunidade

Ator e cofundador da comunidade HitRECord esteve em Lisboa e diz que a capital portuguesa é uma das cidades mais bonitas que já visitou.

Lisboa é uma das cidades mais bonitas onde já estive. Pareço um político mas é verdade“, diz Joseph Gordon-Levitt mal chega ao palco. O ator e cofundador da HitRECord, que começou a carreira aos seis anos, desistiu de ser ator poucos anos depois porque queria estudar. “Queria ser criativo”, conta, frente a um MEO Arena cheio e com a ajuda de um teleponto.

A HitRECord surge como um grito de liberdade face à ausência de criatividade na vida de todos os dias. “Começou a ser um símbolo para mim, o ato de começar a gravar alguma coisa”. Joseph percebeu de imediato que havia pessoas a querer fazer coisas sozinhas mas “havia outras que queriam fazer coisas juntas. Estas comunidades que se formam online para serem criativas criam coisas juntas que não existiriam se fossem desenvolvidas individualmente”, conta. A ideia da startup, conta o ator e empreendedor, é transformar a multidão numa comunidade que se alimente e crie coisas novas a partir de outras, já existentes.

Joseph Gordon-Levitt é ator e cofundador da hitRECord.
Joseph Gordon-Levitt é ator e cofundador da hitRECord.Paula Nunes/ECO

A ideia surgiu pela paixão de Levitt pela internet, aliada à admissão de que a rede é limitadora face à comunidade. “Adoro a internet, é uma coisa super positiva. Mas há coisas que limitam a maneira como estamos juntos e como somos criativos”, garante. Para isso, o ator estabeleceu uma regra de três simples pilares que fazem da internet aquilo que é.

  1. a multidão
  2. a cultura livre
  3. a socialização

E, para estes três pilares, estabeleceu três “remix”, fórmulas de mudança. “Pegar em alguma coisa que alguém fez e transformá-la numa outra coisa qualquer, diferente”, assegura.

Assim, a multidão passa a comunidade; a cultura livre passa a compensação justa; ao mesmo tempo que a socialização se transforma em partilha. “A internet deveria ajudar a desenvolver a democracia. Acho que isso não vai mudar se a nossa comunidade de internet não crescer um bocado. À medida que avançamos, a internet vai ter impacto em todas as indústrias, cada vez mais. Temos de fazer mais do que conectar-nos, temos de colaborar mais e mais. E essa ideia isso faz-me sentir otimista.”

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