A paixão de Paddy por Lisboa. E os números deste Web Summit

CEO do Web Summit anunciou esta tarde que evento mais que duplicou número de mulheres face ao ano passado.

Em cada 100 assistentes do primeiro Web Summit em Lisboa, 42 são mulheres. O número foi avançado ao início da tarde desta quinta-feira por Paddy Cosgrave, CEO do maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo. Face ao ano passado, em Dublin, a percentagem de mulheres a participar na conferência mais do que duplicou: em 2015 eram apenas 20%.

O crescimento, assegura Paddy, dever-se-á a um esforço da organização em convencer mais mulheres a participar no evento, e transforma o Web Summit do evento de tecnologia do mundo que mais mulheres atrai.

O número de participantes foi um dos detalhes que Paddy Cosgrave divulgou esta tarde, numa conferência de imprensa, poucas horas antes de o evento terminar. “Foi fantástico, passámos dias incríveis em Lisboa. Não é fácil compreender a escala de crescimento mas é absolutamente inacreditável ver o MEO Arena repleto de gente quando, em 2008, eram tão poucas pessoas”, disse o CEO irlandês.

Em números redondos

De acordo com dados da organização, o Web Summit envolveu serviços de mais de 3000 fornecedores, entre os quais a Cisco, que revelou que houve, durante os dias do evento, mais de 67.000 dispositivos móveis ligados à rede de internet criada para o evento, trocando mais de 20 TB de dados (o equivalente a dez vezes o tráfego do ano passado).

Durante os dias do evento, foram enviadas, via app do Web Summit, mais de 1,3 milhões de mensagens, trocadas entre os cerca de 53.000 participantes vindos de 167 países do mundo.

Questionado sobre o que deverá mudar já no próximo ano, Paddy Cosgrave fugiu à pergunta: “O crescimento é um reflexo daquilo que nos tem acontecido ao longo dos anos. (…) Estou focado nas últimas horas de Web Summit mas fico muito entusiasmado sempre que alguém que foi a outros eventos me diz que vir para Lisboa foi a melhor decisão que podíam ter tomado. (…) Apaixonei-me por Lisboa e estou a pensar vir passar uns dias cá durante o inverno irlandês”, confessou.

Dores de crescimento

E o Web Summit, pode continuar a crescer em Lisboa? Paddy não tem dúvidas. “Ainda não estamos no nosso limite. Não podemos competir com o Papa em termos de escala de eventos mas este espaço pode albergar até 80.000 pessoas. Não estamos a usar todo o potencial do espaço”, assegurou.

Já sobre a faturação do Web Summit e sobre o impacto que um evento desta natureza pode ter na economia portuguesa, Paddy diz que essas contas serão feitas pelo Governo. Mas que o verdadeiro impacto virá depois de o Web Summit terminar. “O impacto tem de ser julgado a um nível mais a médio prazo porque isto muda a perceção de Lisboa perante as pessoas. Lisboa era, até agora, conhecida por poucas startups. Agora Portugal é conhecido pelo café e pelo sol… e por mais algumas startups”, garantiu, dizendo que o impacto também é contabilizado pelo tipo de assistentes: no ano da fundação do Web Summit, 60% dos participantes eram de startups. Agora, há muito mais do que isso: políticos, investidores e grandes CEO.

A pensar na diversidade de assistentes já no próximo ano, Paddy quer continuar a fazer crescer o público feminino e trazer sobretudo mulheres africanas empreendedoras a Lisboa. Só que agora, quer descansar. “Fui pai há quatro semanas e só quero ir para casa e ser pai. Depois disso, vamos começar a pensar no próximo ano”, concluiu.

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