Turismo de Portugal e banca deram 28 milhões às empresas turísticas em seis meses

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal acredita que, até ao final do ano, vai ser atribuída a totalidade dos 60 milhões da linha de financiamento lançada em março.

A 2 de setembro, o Turismo de Portugal já tinha atribuído quase metade dos 60 milhões de euros disponíveis na linha de financiamento que lançou para qualificar a oferta turística.

A Linha de Apoio à Qualificação da Oferta foi lançada pelo Turismo de Portugal, com o apoio de 12 instituições bancárias, a 2 de março, como um instrumento de crédito para qualificar as empresas do setor turístico.

Quando apresentou a linha, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, frisou que o financiamento “tem de sair do papel”. Precisamente seis meses depois, 28 milhões destes 60 milhões já tinham sido atribuídos, segundo a informação avançada ao ECO pelo presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

São boas e “muito importantes” notícias para o setor, salienta Raul Martins. Sobretudo, numa altura em que “a banca não tem sido solução” e a alternativa têm sido “os capitais próprios”, que só permitem a abertura de “hotéis pequenos”.

O presidente da AHP acredita, por isso, que os 60 milhões de euros vão totalmente atribuídos até ao final deste ano, pelo que, “certamente”, a associação vai pedir ao Ministério da Economia que “haja mais dinheiro, porque a requalificação de hotéis é muito importante”.

Também por estes números, Raul Martins não está preocupado com o facto de só 8% das verbas já atribuídas pelo programa Compete tenha sido destinadas ao turismo. “A avaliação do Compete tem uma incidência muito grande sobre a inovação. E avaliar a inovação na hotelaria, às vezes, é difícil”, reconhece.

A linha de financiamento lançada há seis meses destina-se a todas as empresas do setor turístico, incluindo a restauração, mas com especial foco em projetos de empreendedorismo.

Millennium BCP, Novo Banco, Santander Totta, BPI, Caixa Geral de Depósitos, Banco Popular, Montepio Geral, Barclays (agora Bankinter), Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, Abanca, Banco Português de Gestão e BIC foram os 12 bancos que assinaram o protocolo com o Turismo de Portugal.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Turismo de Portugal e banca deram 28 milhões às empresas turísticas em seis meses

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião