Brexit põe easyJet às voltas para cortar custos

  • Rita Atalaia
  • 15 Novembro 2016

O Brexit provocou uma queda prolongada da libra. E esta descida já está a pesar na easyJet. A empresa diz que quer reduzir as operações e os investidores estão satisfeitos. As ações sobem 3%.

A easyJet vai perder dinheiro com o Brexit. A queda da libra que se seguiu à decisão do Reino Unido de sair da União Europeia aumentou os custos em euros e dólares da companhia aérea. E este aumento vai refletir-se no preço dos bilhetes dos clientes, o que pode desencorajar os britânicos a viajar. A resposta da easyjet: a redução das operações.

Os movimentos cambiais vão custar à empresa quase 180 milhões de libras nos 12 meses até 30 de setembro de 2017, segundo um comunicado da easyJet, citado pela Bloomberg. E para fazer frente a estas perdas, a CEO quer avançar com alterações à organização. Carolyn Mccall, pediu que fosse feita uma revisão ao número de operações para se conseguir alcançar uma “empresa mais simples e eficiente”. A esta redução das operações, a responsável pela easyJet quer associar poupanças “consideráveis” dos custos. As ações estão a reagir positivamente a estas notícias. Os títulos disparam quase 3%.

Estas medidas são necessárias, uma vez que o resultado do referendo provocou uma queda prolongada da libra. Esta descida aumentou os custos em euros e dólares da companhia área e isto pode desmotivar os britânicos a viajarem para o estrangeiro. Os ataques terroristas em França e na Turquia também têm penalizado a procura.

Por outro lado, os preços dos bilhetes estão baixos. E este cenário reflete-se nas receitas da empresa este ano. A easyJet diz num outro comunicado que as receitas registaram uma descida de 0,4% para 4,67 mil milhões de libras.

easyJet bate recorde de passageiros

Apesar deste cenário complicado, a easyJet continua a bater recordes. A empresa diz que “ao longo do último ano, atingimos um recorde de 73 milhões de passageiros que puderam usufruir pelo terceiro ano consecutivo de tarifas cada vez mais baixas”. A capacidade também cresceu 6,5% no período, atingindo os 80 milhões de assentos, com a companhia aérea a “fortalecer as posições de liderança nos principais mercados”.

Apesar do Brexit, a companhia aérea explica que, “no próximo ano, praticamente metade do nosso crescimento será no Reino Unido, com um crescimento significativo também na Suíça, em França e em Itália. A nossa estratégia de fortalecimento das nossas posições nos principais aeroportos resultará num crescimento de dois dígitos em pontos-chave em Londres, Manchester, Veneza, Berlim e Amesterdão“.

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