Juros da dívida superam os 3,9%

A tensão no mercado de dívida continua. As taxas das obrigações dos países do euro voltam a agravar-se, com Portugal a ser um dos mais castigados pelos investidores.

Os juros da dívida dos países do euro voltam a agravar-se no arranque desta semana. E os países da periferia estão a ser novamente os mais castigados, com Portugal no centro das atenções. A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos está já acima da fasquia dos 3,9% em vésperas do último leilão de 2016.

Depois de ter registado uma forte subida durante a semana passada, a taxa a 10 anos está a agravar-se em 5,4 pontos base para os 3,908%, chegando a um máximo de 10 meses nos 3,942%. Uma tendência com maior expressão nos prazos mais curtos, com as taxas de dois a oito anos a apresentarem subidas de dois dígitos. A taxa a cinco anos sobe 17,9 pontos para 2,413%.

Juros portugueses em alta

gspt-01

Em Espanha e Itália a tendência é semelhante, embora com subidas menos expressivas. A taxa a 10 anos de Espanha sobe 2,4 pontos para 1,617%, enquanto a yield das obrigações italianas no mesmo prazo sobe 1,7 pontos para 2,11%. Isto enquanto a taxa das bunds apresenta uma subida ligeira. O prémio de risco da dívida nacional face à da Alemanha está em 348 pontos base.

Mantém-se assim a tendência de agravamento das taxas desde a vitória de Trump nas presidenciais dos EUA, com os investidores a refletirem na dívida os receios em torno de subidas abruptas da taxa de juro dos EUA. Este agravamento já passou a fatura a Portugal num leilão de dívida de curto prazo, mas vai também custar mais ao país no último leilão do ano.

Portugal vai realizar na quarta-feira a última operação de financiamento deste ano com um leilão de dívida a cinco anos. “O IGCP vai realizar no próximo dia 23 de novembro pelas 10h30 um leilão de obrigações do Tesouro com maturidade em 15 de abril de 2021, com um montante indicativo entre 500 milhões e 750 milhões de euros“, refere o comunicado.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juros da dívida superam os 3,9%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião