Juros portugueses aliviam em contraciclo com Europa

Os juros da dívida europeus mantinham tendência de subida generalizada. Portugal ainda acompanhou a tendência, mas depois de superarem os 3,9% estão a aliviar.

Momento de pausa na tensão no mercado secundário português. Os juros associados às obrigações portuguesas desciam há momentos na generalidade das maturidades, depois de um início de sessão em alta. E isto quando a maioria das taxas dos outros países da Zona Euro mantém a tendência de agravamento.

A yield implícita nas obrigações a 10 anos, a referência no mercado, recuava para os 3,842%, após ter superado a barreira dos 3,9% durante a manhã, renovando máximos de 10 meses quando tocou nos 3,942%. Nos prazos mais longos a tendência era mesmo de queda. Já a taxa a cinco anos mantinha uma subida para os 2,292% — é com esta maturidade que o Tesouro português vai ao mercado esta quarta-feira para tentar levantar até 750 milhões de euros.

Juros a 10 anos recuam após escalada no último mês

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Fonte: Bloomberg (valores em percentagem)

Aliás, o Commerzbank apontava este leilão de dívida como o principal fator que estava a desestabilizar o mercado de dívida português. “Suspeitamos que este mau desempenho dos títulos portugueses — especialmente depois do crescimento económico muito superior ao esperado no terceiro trimestre — tem sido conduzido pela perspetiva dos investidores em relação a esta emissão”, referiu o banco na semana passada.

Entretanto, na Europa, a aversão às obrigações europeias mantinha-se, com este sentimento a refletir-se na subida dos juros da dívida de países como a Alemanha. A taxa das bunds a 10 anos subia dois pontos base para 0,293%, mas o agravamento dos juros espalhava-se a todos os prazos.

Na periferia do Euro, nos mercados espanhol e italiano também os investidores estavam a exigir mais dinheiro para absorver dívida daqueles governos, com as respetivas taxas a dez anos a escalar para 1,612% e 2,116%.

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