Lisboa avança pelo terceiro dia

Apenas duas cotadas abriram a sessão abaixo da linha de água, numa sessão em que as atenções estão viradas para o BCP. Lisboa está na rota de ganhos pela terceira sessão consecutiva.

Com apenas duas cotadas no vermelho, o PSI-20 iniciou a semana em terreno positivo. O principal índice português ganhava 0,6% até 4.450,71 pontos, com destaque pleno para o BCP. A entrada da Fosun está a fazer disparar as ações do banco liderado por Nuno Amado.

No caso do banco, esta evolução surge depois de um fim-de-semana atípico, em que ficou acordada a entrada do grupo chinês Fosun no capital da instituição. Os chineses adquiriram 16,7% do BCP por 175 milhões de euros, com o preço da ação a evidenciar um desconto de cerca de 11% face à cotação de fecho da última sexta-feira.

Apesar do desconto aplicado aos títulos, o BCP está a negociar em alta na bolsa. As ações abriram a subir 4,88%, mas chegaram a ganhar um máximo de 6%, com os investidores satisfeitos com impacto positivo que a entrada da dona da Fidelidade vai ter no rácio de capital do banco. O BPI estava inalterado.

A puxar pela bolsa estão também títulos da Semapa e Mota-Engil, registando ganhos de quase 2% e 3%, respetivamente. A Sonae também somava 1% para 0,77%, numa sessão que está a ser positiva para a Pharol que recuperam ainda da queda livre que protagonizaram nas últimas duas semanas — chegou a cair 25% em sete sessões –, na sequência dos maus resultados da operadora brasileira Oi, detida em 22% pela empresa portuguesa, e do interesse de fundos de investimento especulativos na companhia brasileira.

Lá por fora, o ambiente era também de algum apetite pelo risco. Apenas a bolsa de Madrid e Milão apresentavam quedas na ordem dos 0,2%. Já os ganhos em Frankfurt, Paris e Londres não iam além dos 0,5%, com os investidores expectantes quanto àquilo que o presidente do Banco Central Europeu (BCE) poderá apresentar no Parlamento Europeu.

“Mario Draghi irá apresentar no Parlamento Europeu o relatório anual do BCE. Não é de excluir que nesse relatório sejam incluídas algumas referências relativas à reunião de dezembro. Desde a reunião de outubro as intervenções de Mario Draghi têm sido poucas, pelo que este evento poderá servir como uma antecâmara para a reunião do dia 8 de dezembro”, referiram os analistas do BPI no Diário de Bolsa online.

(notícia atualizada às 8h25)

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