TAP só vai para bolsa quando valer 1,2 mil milhões

  • ECO
  • 21 Novembro 2016

Acordo do Estado com privados só é concretizado em 2017 com a transferências de ações. Estabelece metas para que estrutura acionista da TAP seja alterada.

1.200 milhões de euros. Só quando a TAP valer 1.200 milhões de euros é que as ações da companhia área poderão ser vendidas na bolsa. Assim estipula o acordo firmado entre o Estado e a Atlantic Gateway e que entra em vigor quando 50% do capital da empresa voltar para a esfera pública, avança (acesso condicionado) esta segunda-feira o jornal Público sem identificar a fonte.

Segundo o jornal, este foi mesmo um dos pontos decisivos nas negociações entre as partes. Isto porque, com metade do capital da transportador nas mãos dos privados, a ida da TAP para o mercado de capitais vai permitir a recuperação do investimento.

Esta avaliação de 1.200 milhões de euros baseia-se na previsão para o EBITDA — lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações — inscrito no plano de negócios da companhia aérea, que deverá rondar os 600 milhões de euros entre 2020 e 2021.

O contrato firmado com o Estado prevê que, a partir do momento em que a nova estrutura acionista ficar concretizada, os privados não poderão alienar ações da companhia aérea por um período de cinco anos. O Estado, por seu lado, nunca irá perder os seus 50%.

De resto, adianta ainda o jornal, quando as metas forem alcançadas não só os acionistas privados poderão dispersar parte do capital em bolsa, como também vender uma posição diretamente a terceiros ou realizar aumentos de capital. Será por uma destas vias que o consórcio de investidores privados esperar reaver algum do investimento que fizeram até agora na TAP.

O contrato que vai permitir ao Estado recuperar metade do controlo da companhia — depois de ter vendido 61% do capital à Atlantic Gateway, em novembro de 2015 — estabelece ainda que, apesar da nova estrutura acionista, os benefícios económicos para a esfera pública serão de apenas 18,75%. Os restantes 81,25% ficam do lado dos acionistas privados, que vão manter os mesmos 50% de posição que o Estado.

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