Bolsa no vermelho. Mota em mínimos de dois meses

Praça lisboeta fechou no vermelho, a acompanhar a Europa. Ações da construtora Mota-Engil foram as mais penalizadas, em Lisboa: perderam mais de 4%.

E ao quinto dia, caiu. A bolsa nacional terminou a sessão de hoje em terreno negativo, com o PSI-20 a interromper um ciclo de quatro dias de ganhos. A praça bolsista lisboeta fechou em sintonia com as pares europeias que conheceram ganhos ligeiros, travando após o rally que sucede desde a vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA. A Mota-Engil foi o principal destaque negativo, no dia em que as suas ações fecharam em mínimos de dois meses.

O índice de referência da bolsa recuou 0,33%, para os 4.427,03 pontos, com apenas sete títulos a escaparem ao vermelho. As perdas do PSI-20 foram encabeçadas pelo tombo de 4,03%, para os 1,6 euros, das ações da Mota-Engil. Tratou-se da nona sessão consecutiva em que as ações da construtora liderada por Gonçalo Moura Martins conhecerem perdas, que as colocaram em mínimos de dois meses.

A Mota-Engil anunciou que não vai divulgar as suas contas relativas ao terceiro trimestre do ano, o que não agradou ao mercado. Entretanto, numa nota publicada esta quarta-feira, o Caixa BI reviu em baixa a avaliação e as perspetivas para a evolução do negócio da construtora. Atribui agora um preço-alvo de 2,45 euros face à anterior avaliação 3,10 euros, representando um potencial de valorização de superior 50%.

Entre as maiores quedas, de salientar também o BCP, cujos títulos recuaram 3,79%, para os 1,17 euros, enquanto o par do setor — o BPI — perdeu uns ligeiros 0,09%, para os 1,13 euros.

Contudo, a maior pressão coube ser exercida pela EDP. As ações da elétrica liderada por António Mexia deslizaram 0,84%, para os 2,7 euros. Já a REN perdeu 0,7%, para os 2,54 euros.

Em contraciclo, estiveram as restantes cotadas do setor na energia. As ações da EDP Renováveis somaram uns ligeiros 0,05%, para os 6,01 euros, enquanto as da Galp apreciaram 0,28%, para os 12,63 euros, em contraciclo com a evolução das cotações do petróleo nos mercados internacionais.

Nota positiva também para a Nos, que liderou nas subidas, com uma valorização de 0,84%, para os 5,54 euros.

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