Marcelo: “Estamos longe da consolidação” da banca. Mas o caminho “foi sendo feito”

O Presidente da República sublinha que "foi delineado um consenso de regime em torno dos problemas da banca".

Portugal está ainda longe da consolidação do sistema financeiro, mas o trabalho está a ser feito e já foram alcançados consensos. A posição é de Marcelo Rebelo de Sousa, que falava na abertura da Grande Conferência de 2016, promovida pelo Jornal de Negócios.

No último ano, “foi possível encaminhar o processo de recapitalização da [Caixa Geral de Depósitos], foi possível encaminhar a resolução da definição do capital em duas instituições financeiras privadas, foi possível começar a estudar e a preparar o encaminhamento do [crédito malparado] e o futuro reajustamento orgânico quanto ao papel que deve ter o banco central e o novo veículo [para o crédito malparado] que venha a ser criado”, começou por enumerar o Presidente da República.

Tudo isto “ocorreu no espaço de meio ano”, salientou. E, se é certo que “estamos ainda longe do termo consolidação do sistema financeiro” e que faltam “alguns meses, sobretudo para avaliar o efeito das modificações implementadas”, é também certo que “o caminho, muito difícil, foi sendo feito“, sublinha.

Aliás, refere Marcelo Rebelo de Sousa, “foi delineado um consenso de regime em torno dos problemas da banca“. Isto é, “as mais diversas forças políticas, sobretudo as que tradicionalmente tinham uma posição considerada assistémica [contra o sistema], aceitaram a necessidade de resolução” dos problemas da banca, considera o Presidente da República.

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