Défice melhora 357 milhões de euros até outubro

  • Margarida Peixoto
  • 24 Novembro 2016

Segundo o Ministério das Finanças, o défice orçamental registado de janeiro a outubro caiu 357 milhões de euros face ao mesmo período de 2015. Governo diz que a receita cresceu mais que a despesa.

O défice orçamental registado entre janeiro e outubro caiu 357 milhões de euros face ao mesmo período de 2015, revelou o Ministério das Finanças, num comunicado enviado às redações. Segundo o Executivo, este valor representa uma melhoria face aos dados registados até setembro e resulta de um crescimento da receita acima do valor da despesa.

De acordo com o comunicado das Finanças, que deverá anteceder apenas por uma hora o boletim de execução orçamental da direção-geral do Orçamento, esperado para esta tarde, a receita aumentou 1,7% até outubro, enquanto a despesa cresceu 1,1%.

"O quarto trimestre inicia-se com perspetivas positivas na frente orçamental, dando continuidade às boas notícias relativas ao crescimento económico do terceiro trimestre, 0,8%, em cadeia.”

Ministério das Finanças

“O quarto trimestre inicia-se com perspetivas positivas na frente orçamental, dando continuidade às boas notícias relativas ao crescimento económico do terceiro trimestre, 0,8%, em cadeia”, lê-se no comunicado do ministério liderado por Mário Centeno.

As Finanças adiantam que até outubro o défice foi de 4.430 milhões de euros, o que representa “80,7% do previsto para o ano” e notam que neste mesmo mês, em 2015, o défice “já apresentava um valor próximo do défice anual”. Também no que diz respeito ao saldo primário foi registada uma melhoria, de 683 milhões de euros, tendo o excedente atingido os 3.118 milhões de euros.

Do lado da receita, as Finanças notam o aumento de 0,6% da receita fiscal, sublinhando contudo o “acréscimo de reembolsos fiscais” verificado face a 2015. A receita contributiva subiu 3,6%, contando com o aumento de 4,5% das contribuições e quotizações para a Segurança Social. “O emprego tem apresentado um crescimento homólogo médio próximo dos 3%”, garantem as Finanças.

Já do lado da despesa, o comunicado do ministério nota que o seu crescimento foi “inferior ao previsto no Orçamento do Estado”. Para este resultado contribuiu a redução de 2,8% dos gastos da Administração Central e Segurança Social com a aquisição de bens e serviços, e o aumento de 2,9% das remunerações certas e permanentes. “Merece igualmente referência a redução de 14,6% da despesa em prestações de desemprego, em linha com a redução no 3º trimestre da taxa de desemprego para 10,5%”, frisa ainda o gabinete de Mário Centeno.

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