Aprovação de projetos agrícolas demora mais

  • ECO e Lusa
  • 28 Novembro 2016

O ritmo de aprovações de projetos de investimento agrícola diminuiu no último ano, segundo o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal.

O ritmo de aprovações de projetos de investimento agrícola diminuiu no último ano, denuncia o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Um ano após a transição do Governo de Pedro Passos Coelho para o Executivo liderado por António Costa, e do anterior quadro comunitário de apoios PRODER para o atual Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), João Machado, em declarações à Lusa, considera que “as coisas não têm corrido tão bem como anteriormente”.

O presidente da CAP afirmou que “o ritmo que vinha do PRODER em termos de aprovação e pagamentos [de projetos]” não está a ser acompanhado pelo atual PDR, apesar de não faltarem projetos e intenções de investimento.

O investimento não parou. Há pessoas a quererem investir, mas os programas têm estado fechados e por isso não há candidaturas”, destacou.

A lentidão é justificada pelo Governo, segundo João Machado, com “as condições complicadas” em que encontravam os projetos que tinham sido candidatados aos fundos comunitários e se acumularam.

O dirigente da CAP salientou que os promotores têm sentido “mais dificuldade em receber os pagamentos” e esperam mais tempo.

Em meados deste mês, o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, disse na Golegã que a taxa de execução do PDR 2020 rondava os 24% e mostrou-se empenhado em recuperar o atraso que disse ter encontrado quando entrou em funções há um ano, acrescentando que os cerca de 30.000 projetos que foram entrando nos sucessivos avisos de abertura dos concursos devem estar regularizados “até ao final do primeiro trimestre” de 2017.

Agricultores recebem mais de 6,7 milhões

Os agricultores portugueses elegíveis irão receber 6,73 milhões de euros, num total de 435 milhões a distribuir pelos Estados-membros provenientes de um fundo de reserva de crise, que não foi utilizado na totalidade.

As verbas começaram a ser pagas a partir de 1 de dezembro, aos agricultores portugueses elegíveis para pagamentos diretos.

França é o país que maior verba vai receber (mais de 90,7 milhões de euros), seguindo-se a Alemanha (60 milhões), a Espanha (quase 55,9 milhões), a Itália (39 milhões) e o Reino Unido (38,8 milhões de euros).

A Política Agrícola Comum determina a dedução de uma parte dos pagamentos diretos para criar uma reserva de crise para o ano agrícola, montante que é devolvido aos agricultores se não for utilizado.

 

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Aprovação de projetos agrícolas demora mais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião