As escolhas de Trump valem mais do que dez países

  • Juliana Nogueira Santos
  • 29 Novembro 2016

Trump está a rodear-se dos mais ricos e a soma das suas fortunas não deixa dúvidas: esta supera o PIB de dez países.

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”, já dizia o provérbio. Donald Trump não quer abandonar as suas origens, nem na passagem para a Casa Branca, e tem-se feito rodear das mais distintas personalidades. Contudo, existe algo que estas têm em comum: a conta bem recheada.

O Quartz divulgou uma lista de países cujo Produto Interno Bruto é menor do que a soma das fortunas dos nomes escolhidos pelo Presidente eleito para a sua equipa, com dez nações a demonstrarem desempenhos bem mais baixos do que a potencial Administração de Trump. Esta, por enquanto, vê as suas fortunas avaliadas em 35 mil milhões de dólares.

pibpaises-01E quem faz parte deste grupo de milionários? A fortuna começa nos seus três filhos, que já fazem parte da sua equipa de transição, e poderão ser consultores do pai na Casa Branca, bem como o seu genro Jared Kushner, investidor em várias áreas, incluindo os media — comprou em 2006 o The New York Observer e foi responsável pelo fecho da publicação física e pela migração para o exclusivo online — e que também foi indicado para a posição de conselheiro sénior.

Para a secretaria da Educação, a escolha parece já estar feita com o nome de Betsy DeVos a ser dado como quase definitivo. DeVos tem atuado há largos anos como ativista no setor, mas o potencial milionário vem da parte do marido, sendo que o seu sogro é cofundador da empresa de marketing multinível Amway Corporation. A fortuna da família DeVos está avaliada em 5,1 mil milhões.

Outro nome que contribui para a módica quantia de 35 mil milhões de dólares é o do presumível secretário do Comércio, Wilbur Ross. O investidor, conhecido por resgatar empresas da bancarrota e garantir a sua restruturação tem a sua fortuna avaliada em 2,9 mil milhões de dólares.

Para o Tesouro, e como o ECO já tinha avançado, os rumores apontam para Steven Mnuchin, antigo administrador do Goldman Sachs e investidor. Este passou por vários negócios ao longo da sua vida, incluindo a produção de sucessos de bilheteira de Hollywood, mas neste momento gere o seu próprio hedge fund, o Dune Capital Management LP. A sua fortuna não está estimada, contudo podemos prever que a sua conta não estará, de todo, em más condições.

Uma das promessas fortes de Trump durante a campanha foi a de lutar contra a corrupção e “drenar o pântano” de Wall Street. Os nomes escolhidos até agora não trazem boas previsões, com a maior parte das personalidades a virem do interior do “pântano”. Resta-nos esperar para ver.

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