Em atualização INE confirma: PIB cresceu 1,6%. Procura externa ajuda

Em comparação com os meses de abril a junho, o crescimento do PIB surpreendeu pela positiva e registou 0,8%. Face ao terceiro trimestre de 2015 também, tendo alcançado os 1,6%.

Depois da estimativa rápida de 15 de novembro, chegou esta quarta-feira a confirmação: desde o quarto trimestre de 2013 que o ritmo de crescimento da economia não era tão expressivo. O PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre de 2016, quando comparado com os meses de abril a junho, confirmam os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos homólogos, o crescimento foi de 1,6%.

Fonte: INE (Valores trimestrais, em percentagem) Valores do 3º trimestre de 2016 correspondem a estimativa rápida
Fonte: INE (Valores trimestrais, em percentagem) Valores do 3º trimestre de 2016 correspondem a estimativa rápida

 

A justificar esta subida estão principalmente as exportações líquidas, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços em comparação com as importações. “O crescimento mais intenso do PIB refletiu sobretudo o aumento do contributo da procura externa líquida, que passou de 0,1 pontos percentuais (p.p.) no 2º trimestre para 0,7 p.p.”, escreve o INE, nas Contas Nacionais Trimestrais.

Para isso contribuiu decisivamente a aceleração das exportações de serviços, que aumentaram 4,4% em termos homólogos (-0,2% no 2º trimestre). Já “as exportações de bens passaram de uma taxa de variação homóloga de 2,5% no trimestre anterior para 5,7%, influenciadas em 0,6 p.p. pela venda de material militar”, explica o destaque. No total, as exportações passaram de uma variação homóloga de 1,8% no 2º trimestre para 5,4% no 3º trimestre.

Mas essa não é a única explicação. Também o consumo privado, que melhorou na componente de bens não duradouros e serviços, entra na equação que beneficia o PIB: “O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou ligeiramente, passando de 0,8 p.p. no trimestre precedente para 0,9 p.p., devido à aceleração do consumo privado”, explica o Instituto Nacional de Estatística. Dentro do consumo privado, “a aceleração das despesas de consumo final das famílias residentes para 1,9% (1,6% no trimestre anterior)” foi decisiva.

Por outro lado, “em sentido oposto, o consumo de bens duradouros desacelerou, passando de uma variação homóloga 7,9% no 2º trimestre para 6,2% refletindo, em larga medida, a evolução da componente automóvel“, explica o INE.

Em relação à variação trimestral, o contributo da procura interna foi negativo, “refletindo principalmente a redução do investimento (-3,1%)”, indica o documento. Por outro lado, a contribuição da procura externa líquida foi ainda mais positiva por causa do aumento das exportações e a diminuição das importações.

“Comparando com a Estimativa Rápida para o 3º trimestre, a nova informação de base utilizada não implicou revisões nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB”, afirma o INE.

Fonte: INE (Valores em percentagem)
Fonte: INE (Valores em percentagem)

(Notícia atualizada às 11h16)

Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

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