Se Passos perder as autárquicas sai? Not yet

  • Margarida Peixoto
  • 5 Dezembro 2016

Pedro Passos Coelho recusou uma ligação direta entre quaisquer resultados nas eleições autárquicas e a sua liderança no PSD. O ex-primeiro-ministro adiou a questão para o início de 2018.

“Tenho eleições no PSD no princípio de 2018. Nessa altura avaliaremos o que é melhor para o PSD no futuro” — foi assim que Pedro Passos Coelho respondeu à questão sobre as consequências de uma eventual derrota nas eleições autárquicas para a sua liderança no PSD.

Passos Coelho fez questão de sublinhar que ganhar as autárquicas “não é condição para ganhar as legislativas”. “Autárquicas e legislativas são coisas diferentes e as pessoas escolhem de forma completamente diferente”, argumentou. Seja como for, o líder do maior partido da oposição afasta, para já, a hipótese de ligar uma eventual derrota nas autárquicas ao seu afastamento da liderança do partido.

“Sempre disse que não estou colado às cadeiras onde me sento, mas não me sento nelas com displicência que diga ‘é-me indiferente sentar-me nelas ou não’. Não estou a cumprir calendário, estou aqui porque tenho um projeto para o país. Lutarei por aquilo que acho que é importante. Enquanto achar que tenho condições para o fazer, lutarei“, prometeu.

E deixou um recado que mais parecia dirigido ao próprio partido: “Sempre senti à légua aqueles de quem se exalava confiança e convicção e dos que andavam à procura das melhores condições.”

Passos defendeu que o PSD tem condições para ganhar a Câmara de Lisboa, mesmo sem Santana Lopes e frisou que se os sociais-democratas conquistassem Lisboa e Porto, “seria muitíssimo bom”.

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