Flash crash da libra foi culpa do Citigroup

Investigação no Reino Unido encontra na unidade nipónica do banco norte-americano a responsabilidade pelo tombo de 6% da libra em apenas dois minutos no início de outubro, diz o FT.

Foram dois minutos caóticos no mercado asiático. O tempo suficiente para que a libra afundasse 6%, a 7 de outubro, para o patamar mais baixo desde março de 1985. Um crash momentâneo que terá resultado de uma ordem mal digitada por um trader, justificaram os analistas na altura. Uma investigação levada a cabo no Reino Unido parece confirmar isso mesmo, atribuindo essa responsabilidade a um trader da unidade japonesa do Citigroup.

A notícia é avançada hoje pelo Financial Times (FT), que cita fontes da banca e responsáveis da investigação não identificadas. Um dos traders da unidade nipónica do banco de investimento norte-americano terá sido o chamado fat finger (dedo gordo) ao realizar múltiplas ordens de venda quando a libra já estava em queda e num período do dia em que a liquidez é habitualmente baixa, o que acabou por exacerbar a descida.

Apesar de o banco de Inglaterra ter afirmado que a queda da divisa britânica terá, por si só, sido o trigger, a investigação que está a levar a cabo centra-se num caso específico, disse ao jornal britânico uma fonte da investigação.

Já o Citigroup afirmou numa declaração que terá gerido a situação de forma apropriada e que os seus sistemas de controlo funcionaram durante esse período, e negou dizer se alguém foi sancionado ou se procedeu a alguma alteração das práticas habituais de negociação, noticia o FT.

Contudo, fontes envolvidas na investigação, afirmaram que o trader terá usado uma ferramenta eletrónica conhecida por “agregador”, para enviar ordens de venda, o que terá tido um efeito devastador sobre o valor da libra, devido à fraca liquidez habitual no período do dia em que o método foi utilizado. Nos minutos seguintes a libra viria a recuperar deste sobressalto, mas para níveis bastante inferiores ao que negociava antes deste flash crash.

Este incidente veio reforçar as dúvidas em relação ao papel dos supervisores no controlo da gestão de risco nos maiores bancos de negociação cambial.

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