FMI: Meta do défice só é possível com esforço estrutural de 718 milhões de euros

A equipa técnica que veio a Lisboa fazer a monitorização pós-programa da troika pede um esforço estrutural equivalente a 0,4% do PIB, para que a meta de um défice de 1,6% em 2017 seja possível.

As perspetivas de curto prazo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia nacional melhoraram nos últimos meses, muito graças à aceleração das exportações no terceiro trimestre. Contudo, a instituição não acredita que o país seja capaz de reduzir o défice para 1,6% já no próximo ano — a meta estabelecida pelo Governo no Orçamento do Estado para 2017 –, a não ser que haja um esforço estrutural adicional de mais cerca de 718 milhões de euros.

A conclusão consta da declaração feita pelos peritos do FMI após a quinta missão de monitorização pós-programa da troika, que trouxe a missão técnica do FMI a Lisboa entre 29 de novembro e 7 de dezembro. Nas conclusões agora divulgadas, o fundo destaca o “crescimento acima do esperado” da economia portuguesa e reconhece que “as metas orçamentais das autoridades para 2016 são alcançáveis” e que a balança corrente deverá registar um “pequeno excedente”.

Já no que toca às previsões do Governo para 2017, o FMI tem dúvidas. “O recentemente aprovado Orçamento para 2017 aponta para uma redução adicional do défice para 1,6% do PIB. A equipa do FMI prevê que o défice fique em 2,1% — com um esforço estrutural implícito de 0,1% do PIB — e que a dívida pública se mantenha elevada, em 130% do PIB”.

Para o FMI, alcançar a meta do défice estabelecida pelas autoridades portuguesas “exige um esforço estrutural adicional de 0,4% do PIB”. Fazendo as contas, a instituição pede um ajustamento estrutural adicional de cerca de 718 milhões de euros.

Este ajustamento deverá ser feito pelo lado da despesa. “Um esforço de consolidação baseado em reformas duradouras na despesa contribuiria mais para o crescimento do que confiar na compressão do investimento público”.

Quanto às previsões de crescimento, o FMI antecipa que a economia portuguesa acelere 1,3% em 2016 e em 2017, mas o “elevado endividamento deverá reduzir o crescimento para 1,2% a médio prazo”.

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