Bolsa de Lisboa em queda. Juros da dívida agravam

Praça lisboeta inverteu face aos ganhos no arranque da sessão. O PSI-20 perde 0,5%, com BCP a perder mais de 2%. Juros da dívida nacional agravam nas maturidades mais longas com pressão do BCE.

Após um arranque de sessão positivo, a bolsa nacional já segue no vermelho, num dia em que os principais índices bolsistas se dividem entre ganhos e perdas. Os juros da dívida nacional também agravam nas maturidades mais longas, depois de o BCE ter estendendo o programa de compra de ativos até dezembro do próximo ano, mas reduzido o montante mensal para 60 mil milhões de euros.

O PSI-20 desliza 0,37%, para os 4.609,6 pontos, com o BCP a ser a principal referência negativa, mas com o índice a ser pressionado pela Galp, EDP e EDP Renováveis.

Os títulos do banco liderado por Nuno Amado recuam 2,38%, para os 1,32 euros, a corrigir dos fortes ganhos registados nas três sessões anteriores. Nesse período, as ações do BCP ganharam 20%. Já as ações do BPI seguem a valorizar 0,09%, para os 1,129 euros.

De salientar também pela negativa, o comportamento da Galp. As ações da petrolífera recuam 0,72%, para os 13,80 euros, depois de terem atingido máximos de 2011 nas últimas sessões, seguindo em contraciclo com a cotação do petróleo nos mercados internacionais. O barril de brent, negociado em Londres, segue a valorizar 0,58%, para os 54,20 euros.

Já as ações da EDP recuem 0,36%, para os 2,80 euros, enquanto as da EDP Renováveis perde 0,44%, para os 5,89 euros.

Nota positiva para o universo Sonae. As ações da holding liderada por Paulo Azevedo avançam 2,58%, para os 0,84 euros, enquanto as da Sonae capital somam 2,5%, para os 0,82 euros.

Juros da dívida nacional agravam

Os juros da dívida nacional apresentam-se hoje novamente com uma tendência de agravamento nas maturidades mais longas. A taxa a dez anos sobe 3,4 pontos base, para os 3,781%. Ou seja, para máximos de meados de novembro. A subida dos juros nacionais acontece depois de o BCE ter decidido na reunião desta quinta-feira estender o programa de compra de ativos até dezembro do próximo ano, mas ao mesmo tempo ter reduzido o montante mensal de aquisições para 60 mil milhões de euros.

Juros da dívida nacional a dez anos a agravar

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Fonte: Bloomberg

Em duas notas divulgadas entre ontem e hoje, o Commerzbank diz que as alterações anunciadas pelo BCE após a reunião de governadores dos bancos centrais europeus desta quinta-feira são “más notícias” para Portugal, sendo a dívida pública nacional uma das principais “vítimas”. “Está a tornar-se óbvio que o programa [de compra de ativos] irá atingir o seu limite em 2018. Isto são más notícias para Portugal, onde o limite do emitente [33% de aquisições] está próximo de ser atingido”, diz o banco alemão.

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