Trump dá cargo a outro gestor do Goldman Sachs

Depois de nomear como secretário do Tesouro um ex-Goldman Sachs, Donald Trump ofereceu outro cargo importante na economia doméstica e internacional a um gestor do banco de investimento polémico.

O diretor de operações do Goldman Sachs vai ser o novo presidente do Conselho Económico Nacional dos EUA. A notícia é dada pela NBC News e a nomeação foi feita por Donald Trump, o novo Presidente dos Estados Unidos a partir do próximo ano.

O próximo conselheiro de Trump para a política económica vai ser Gary Cohn, um veterano do Goldman Sachs, onde está há mais de 20 anos e chegou a presidente e COO do banco de investimento. Durante a campanha, o então candidato à presidência dos EUA criticou os mais ricos, em especial os banqueiros de Wall Street, ao mesmo tempo que atacava Hillary Cinton, a sua adversária, pelas relações que tinha com o sistema financeiro norte-americano.

A NBC News diz que não se sabe se Cohn vai aceitar o cargo, mas adianta que existiram conversações internas para o gestor sair do Goldman Sachs. Como presidente do Conselho Económico Nacional — uma espécie de Conselho Económico e Social (CES), que em Portugal faz pareceres sobre a situação económica –, Gary Cohn pode vir a ter uma influência direta na política económica de Donald Trump, principalmente a nível internacional por causa do conhecimento que acumulou na expansão internacional do banco de investimento.

Bernie Sanders, candidato às primárias do Partido Democrata, já reagiu à nomeação: “Chama-se uma economia viciada e é assim que funciona”.

De relembrar que já existem duas nomeações certas para a Administração Trump que estiveram no Goldman Sachs: o próximo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o conselheiro principal, Steve Bannon. Além de muitas outras polémicas, o Goldman Sachs lucrou com a crise na Grécia, tendo ajudado o país a mascarar a dívida. Ainda sobre a crise do subprime, o Goldman Sachs pagou 5,1 mil milhões de dólares aos EUA num acordo realizado no início deste ano.

Editado por Mónica Silvares

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