Acionistas do BPI aprovam venda dos 2% do BFA à Unitel

Já está. Os acionistas do banco liderado por Fernando Ulrich aprovaram, em assembleia geral, a venda da posição no banco angolano que dá o controlo da instituição à Unitel.

O BPI já tem aprovação para vender os 2% que tem no Banco Fomento de Angola (BFA). Os acionistas do banco liderado por Fernando Ulrich deram o seu aval, por maioria qualificada, à alienação desta posição à Unitel, abrindo assim a porta a Isabel dos Santos para assumir o controlo do banco angolano.

Foi aprovada por 83,23% dos votos expressos, a proposta do Conselho de Administração de venda pelo Banco BPI à Unitel, S.A. de 26.111 (vinte e seis mil, cento e onze) ações, representativas, no seu conjunto, de 2% do capital social do Banco de Fomento Angola, S.A., nos termos previstos no contrato de compra e venda celebrado entre aquelas duas entidades”, diz o BPI à CMVM.

Nesta nova sessão da assembleia geral “estiveram presentes ou representados 223 acionistas, detentores de ações correspondentes a 84,15% do capital social”. Nem todos votaram a favor. Tiago Violas manifestou a sua posição de discordância à decisão de alienar esta posição, que leva o BPI a ceder o controlo do BFA.

A Violas Ferreira Financial, maior acionista português do BPI, bem como muitos pequenos acionistas do banco, manifestaram-se contra a decisão de vender esta posição por considerarem que o negócio é benéfico apenas para os dois maiores acionistas do banco (CaixaBank e Isabel dos Santos).

(Notícia atualizada ás 16h32 com mais informações sobre a votação)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acionistas do BPI aprovam venda dos 2% do BFA à Unitel

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião