Montepio quer mais depósitos, créditos e comissões

  • Rita Atalaia
  • 13 Dezembro 2016

O Montepio quer regressar aos lucros já no próximo ano. Para isso, vai apostar no aumento dos depósitos, crédito ao consumo e comissões. No sentido de reforçar os rácios de capital, quer usar os DTAs.

O Montepio quer regressar aos lucros já em 2017. Para isso é preciso já definiu a estratégia: aumentar os depósitos, crédito ao consumo e comissões. Este é o programa de ação e orçamento para o próximo ano apresentado hoje pelo banco, que será votado a 28 de dezembro. Para reforçar os rácios, a instituição quer usar o regime dos ativos por impostos diferidos.

A Caixa Económica Montepio Geral, entidade liderada por Félix Morgado, quer mais depósitos, crédito ao consumo e comissões. O reforço da atividade estratégica parece ser o caminho para regressar aos lucros já em 2017. É isso que vem explicado no plano divulgado hoje na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A votação deste plano ficou agendada para 28 de dezembro.

A entidade diz que pretende “balancear um mix de ativo para obter maior liquidez” e “aumentar a captação de depósitos”. Quer também apostar na “concessão de crédito a particulares mediante a dinamização do crédito ao consumo” e retomar a “produção de crédito à habitação”. O Montepio também quer aumentar as comissões e apostar na constante revisão do preçário em comparação com o restante mercado.

montepio

Fonte: Montepio

O banco tem vindo a apresentar prejuízos. Essas perdas serão agora utilizadas para puxar pelos rácios. O Montepio vai aderir ao “regime especial”, ou seja, quer usar ativos por impostos diferidos (chamados de DTA, por causa da designação inglesa deferred tax assets) para fortalecer os seus capitais.

“A adesão ao regime especial (DTAs) permitirá que os DTAs relativos às perdas por imparidade em créditos e com benefícios pós-emprego ou a longo prazo de empregados passem a ser elegíveis para efeitos de fundos próprios”, explica o Montepio no seu plano. Fundos próprios que se traduzem nos rácios de capital do banco. Até setembro deste ano, o rácio CET1 (phasing-in) situou-se nos 10,43%, um reforço face aos 8,82% registados em dezembro de 2015.

Financiamento no mercado

O orçamento para 2017 também prevê a “emissão de obrigações hipotecárias em mercado”. Esta emissão vai diminuir o financiamento junto do Banco Central Europeu, o que será benéfico para o rating. “O orçamento para 2017 prevê a redução do financiamento junto do BCE, o que deverá resultar na redução da pressão sobre as notações de rating de longo prazo, uma vez que atenua a dependência desta fonte de financiamento”, refere.

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