Oi vai “analisar com cuidado” proposta do multimilionário egípcio

Telecom brasileira acusou a receção de um plano alternativo de recuperação judicial da parte da Orascom TMM Investmente, do multimilionário egípcio Naguib Sawiris.

A empresa de telecomunicações brasileira Oi confirmou esta segunda-feira ter recebido uma proposta alternativa de recuperação judicial da parte da Orascom TMT Investements, do multimilionário egípcio Naguib Sawiris, e da Moelis, adiantando que vai “oportuna e cuidadosamente analisar as sugestões do tal grupo de credores”.

Segundo avançou a imprensa norte-americana no fim de semana, Sawiris está disposto a investir quase 240 milhões de euros para evitar a falência da operadora brasileira Oi. Mas no total deverão ser angariados 1,2 mil milhões de euros em capital, provenientes do Grupo Sawris e da venda pública de ações da operadora.

A proposta foi apresentada esta sexta-feira e conta com o apoio de alguns obrigacionistas. Se for aceite, a proposta prevê a canalização de 37 mil milhões de reais (cerca 10,4 mil milhões de euros) ao longo de cinco anos em investimentos para melhorar as operações, a eficiência e a qualidade dos serviços da Oi, referiu a Bloomberg. Prevê ainda a nomeação de um novo conselho de administração para a operadora.

A Oi indica que vai revelar publicamente o conteúdo da proposta: aos acionistas, ao mercado em geral e aos credores e demais stakeholders da Oi. Mas não vai, para já, manifestar-se sobre quaisquer dos pontos da proposta.

Com mais de 19 mil milhões de euros de dívidas, a Oi, onde a Pharol detém uma posição de mais de 20%, é uma das maiores operadoras do Brasil, tendo entrado em processo de falência em junho. Segundo um representante do Grupo Sawiris, há já uma equipa de 15 profissionais a trabalhar a tempo inteiro no projeto. A proposta deverá ser submetida aos administradores judiciais “em breve”.

“A Oi acredita que o resultado destas negociações deverá refletir uma proposta final de Plano de Recuperação Judicial, a ser levada para aprovação em assembleia na forma definida pela legislação, que garanta a viabilidade operacional e a sustentabilidade da companhia e que atenda credores, acionistas e demais partes interessadas, permitindo que a Oi saia mais fortalecida ao final deste processo”, sublinha a telecom brasileira.

O Grupo Sawris detém a operadora egípcia Orascom Telecom Media & Technology. A avançar, será a primeira incursão de Naguib Sawiris no mercado brasileiro das telecomunicações.

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