Famílias: taxa de poupança recupera

As famílias portuguesas estão a recuperar no que toca às poupanças. Mais rendimentos e menos impostos diretos estão a ajudar os agregados familiares.

A taxa de poupança das famílias melhorou no terceiro trimestre de 2016. De julho a setembro a taxa fixou-se nos 4%, mais uma décima que no trimestre precedente. Este aumento é justificado por um crescimento do rendimento disponível dos agregados familiares, explica o INE, esta sexta-feira, no relatório Contas Nacionais Trimestrais Por Setor Institucional.

“A taxa de poupança das Famílias fixou-se em 4,0%, mais 0,1 p.p. que no trimestre precedente, refletindo um crescimento ligeiramente mais elevado do rendimento disponível comparativamente com o da despesa de consumo final (0,8% e 0,7%, respetivamente)”, escreve o Instituto Nacional de Estatística.

Este crescimento reflete assim o aumento de 0,9% das remunerações recebidas pelas famílias portuguesas. Além disso, a diminuição dos impostos sobre os rendimentos — que registou uma diminuição de 3,4% — também contribuiu, apesar de INE ressalvar que pode “estar em parte associado a alterações nos prazos de reembolso e de cobrança”.

ine
Fonte: INEFonte: INE

Mas não houve só boas notícias. Os rendimentos contribuíram de forma negativa para a taxa de poupança das famílias portuguesas devido à queda das taxas pagas pelos bancos. “Em sentido contrário destacou-se o contributo negativo dos rendimentos de propriedade, verificando-se diminuições nos juros e dividendos recebidos pelas famílias”, explica o INE.

De referir que a taxa de poupança das famílias, estimada pelo INE, mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final, “sendo calculada através do rácio entre a poupança bruta e o rendimento disponível”, explica o Instituto Nacional de Estatística.

A capacidade de financiamento das famílias portuguesas aumentou dois pontos percentuais. De abril a junho essa capacidade estava nos 0,6% do PIB. Nos três meses seguintes esse valor subiu duas décimas para o 0,8% do PIB. Por outro lado, “os saldos das sociedades não financeiras e das sociedades financeiras estabilizaram em 0,4% e em 3,3% do PIB, respetivamente”, divulgou o INE.

(Atualizado às 11h50)

Editado por Paulo Moutinho

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