Joe Berardo: “Aumento de capital do BCP é um bom negócio”

Acionista histórico do BCP ainda não decidiu se participa ou não no reforço de capital, mas está "mais inclinado a ir". Considera que aumento de capital era a única alternativa que restava ao banco.

Acionista histórico do BCP, Joe Berardo considera que o aumento de capital do BCP no valor de 1.300 milhões de eurosé um bom negócio” porque permitirá ao banco uma base acionista sólida, “com capital de uma superpotência” [Fosun]. Em declarações ao ECO, o empresário adiantou que está “inclinado” a participar na operação, mas uma decisão final só surgirá no final da semana, após reunião do conselho de administração do grupo.

É uma boa oportunidade para entrar no capital do BCP? “Eu acho que sim. O banco fica bem, fica com uma base forte. Não fica com posições minoritárias muito dispersas. Fica com capital de uma superpotência, o que é bom“, respondeu Berardo, do grupo Berardo que deixou de ser acionista qualificado após o aumento de capital do BCP realizado em julho de 2014. “Tem de ser um bom negócio. Eu acho que este aumento de capital é substancialmente alto para esta época. Mas eu acho que é bom“, reforçou o comendador.

Berardo revelou que será o conselho de administração, que se reunirá ainda esta semana, que vai decidir se o grupo participa no aumento de capital. “Temos até ao dia 2 de fevereiro para o fazer. (…) Ainda não está nada decidido. Ou se vendem os direitos ou vamos ao aumento de capital. Eu estou mais inclinado para irmos ao aumento de capital, mas vamos ver”, declarou o empresário madeirense.

"Eu acho que sim. O banco fica bem, fica com uma base forte. Não fica com posições minoritárias muito dispersas. Fica com capital de uma superpotência, o que é bom. Tem de ser um bom negócio. Eu acho que este aumento de capital é substancialmente alto para esta época. Mas eu acho que é bom.”

Joe Berardo

Grupo Berardo

Para Berardo, o aumento de capital era mesmo a única alternativa que restava a Nuno Amado para resolver os problemas do banco. Aplaude o eventual reforço dos dois novos acionistas de referência, Fosun e Sonangol, “que vão ter um papel relevante” e que “vão melhorar o banco”.

Ainda assim, o empresário lamenta que aos poucos o capital do BCP seja transferido para mãos de investidores estrangeiros. E nesse sentido compreende a estratégia do banco de procurar novos investidores nacionais, entre eles Américo Amorim. “O que sei é o banco tem de continuar a procurar capital. O banco precisa de capital… senão daqui a uns dias o capital fica todo fora do país”, disse.

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