EOnetwork: a rede de empreendedor para empreendedor já fala português

Rede internacional de mais de 12.000 empreendedores está presente em 160 locais do mundo.

A rede internacional de empreendedores para empreendedores EOnetwork acaba de chegar a Portugal. O chapter português é apresentado esta noite, no Pestana Palace, em Lisboa. A EOnetwork é uma rede que junta empreendedores mas… de uma forma profissional. “Esta rede tem um staff de gestão profissional — cerca de 100 pessoas — que diariamente fazem da sua carreira o aumento da expansão geográfica da mesma para todos as cidades do planeta”, explica Pedro Janela, CEO do WY Group e responsável pelo chapter português, em entrevista ao ECO.

Quando, há um ano, foi contactado pelo responsável de expansão da rede — interessado em abrir o chapter em Portugal — Pedro Janela começou a trabalhar nesse sentido. “Desse contacto nasceu a vontade de realizar todos os esforços de dotar Portugal nesta importante ferramenta ao serviço dos empreendedores portugueses“. Só que, para isso, além de vontade é preciso que haja pelo menos 16 empreendedores locais. Foi esse trabalho que Pedro esteve a fazer ao longo dos últimos meses. É que, para serem membros, os empreendedores precisam de cumprir critérios mínimos: ser donos da totalidade ou de parte relevante de capital de respetivas empresas e faturar no ano fiscal completo mais recente pelo menos um milhão de euros, ou tenham tido rondas de capital superiores a dois milhões. A aprovação de novos membros na equipa de um país tem de ser feita pelos membros já existentes.

Depois os membros do chapter já existentes têm de aceitar esse empreendedor, de forma simples o que acordámos é que os empreendedores em Portugal têm de ser pessoas de bem, com critérios de empreendedorismo socialmente positivo, íntegros e criadores de valor para a empresa, para os seus colaboradores e para a sociedade Portuguesa. A minha pessoal e a de outros membros ajudou a começar a construir o chapter, importa agora alargar o EO em Portugal ao máximo de empreendedores que cumprirem estes requisitos.

Pedro Janela, WY group
Pedro Janela, CEO do WY group e líder do chapter português da EOnetworkD.R.

Entre os membros atuais do chapter português estão nomes como Miguel Santo Amaro, da Uniplaces (presidente do chapter português), Tomas Champalimaud, da Reabilita, James Frost, da Quinta Sant’Anna, Tim Vieira, da Brave Generation, Nuno Machado, da YDigital e João Louro, da Comer o Mundo, entre outros.

Objetivo? 100 em três anos. E um evento internacional em Portugal

Criada como rede global de networking de empreendedores que agrega mais de 12.000 pessoas, Pedro Janela espera que o impacto da rede no país chegue a perto de uma centena de membros nos próximos três anos. O alargamento da rede facilitará a concretização dos seus quatro objetivos fundamentais:

  1. Melhoria das práticas de gestão por peer-learning, através da organização de fóruns mensais nos quais os membros se ajudam uns aos outros com a troca de experiências.
  2. Acesso a uma rede de networking internacional com mais de 12.000 empreendedores em 160 locais do mundo. “Já vivi isto em primeira mão no nosso processo de expansão internacional. Um EO’er tem a absoluta certeza que do outro lado está um empresário de bem, que tudo fará para ajudar”, explica Pedro Janela.
  3. Formação, já que a, a EO tem diversas formações internacionais nas melhores escolas do mundo especialmente construídas para empreendedores maduros e para os preparar para os próximos desafios.
  4. Aceleração, uma vez que a GSEA (Global Student Entrepreneur Award) permite a estudantes acelerarem o seu negócio para poderem ser EO’s, ou seja, apoio efetivo para que as empresas façam um milhão de euros de faturação (um dos critérios de seleção para integrar a rede.

 

O chapter português quer trazer para Portugal, em 2020, o GLC – Global Leadership Conference, que junta 4.000 responsáveis da EO. É um objetivo grande mas se queremos, de facto, transformar Lisboa e Portugal num dos pontos mais importantes do empreendedorismo mundial, temos de ter o EO cá e ser um dos mais ativos no mundo.

Pedro Janela

Como prioridades para os próximos três anos, o chapter português quer facilitar o “acesso internacional” às empresas e empreendedores portugueses, assim como aumentar “as soft-skills de networking do empreendedor português que são um fator fundamental na arte de fazer negócios”, esclarece Pedro Janela.

Sobre a escolha de Miguel Santo Amaro para presidir à rede portuguesa, Pedro Janela explica: “O Miguel simboliza bem o espírito de uma nova geração de empreendedores portugueses: pensa global, pratica uma gestão moderna, simboliza valores de bem e de ética, e é ambicioso, quer mais. São estes os quatro pontos que queremos ver em tudo o que fazemos”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

EOnetwork: a rede de empreendedor para empreendedor já fala português

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião