Direto Costa: “O PSD não conta para a aprovação de nada nesta casa”

  • Margarida Peixoto
  • 27 Janeiro 2017

Um dia depois de o Conselho de Ministros ter aprovado a redução do PEC como alternativa ao corte da TSU, o primeiro-ministro regressou à Assembleia da República.

Um dia depois de ter aprovado em Conselho de Ministros uma alternativa ao corte da taxa social única (TSU), para compensar o patronato e evitar o esvaziamento do acordo de concertação social, o Governo regressou ao Parlamento. No debate quinzenal desta sexta-feira, o primeiro-ministro voltou a acusar o PSD de “cambalhota oportunista” por ter votado a revogação do corte da TSU ao lado do BE, PCP e PEV. “O PSD não conta para a aprovação de nada nesta casa”, vincou António Costa.

António Costa aproveitou para sublinhar os resultados da execução orçamental de 2016, garantindo que a contabilidade pública permite assegurar um défice na ótica que interessa a Bruxelas (a de compromissos), “abaixo de 2,3%”. Mas o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu contas que apontam para um défice de 3,4% do PIB, caso não tivessem sido tomadas medidas extraordinárias. Costa recusou a ideia, frisando que também houve despesas extraordinárias, como o pagamento de reembolsos em atraso, na ordem dos 900 milhões de euros.

À esquerda, o Governo prometeu ao PCP a publicação do relatório, juntamente com medidas de ação, sobre a precariedade no setor público já na próxima semana. O debate também ficou marcado pelas questões ambientais, como a central nuclear de Almaraz.

Houve ainda uma polémica sobre o encerramento da escola Alexandre Herculano, no Porto: os social-democratas acusaram o primeiro-ministro de mentir sobre o assunto, distribuindo um comunicado na bancada de imprensa onde negam responsabilidades sobre a não realização das obras de requalificação. O assunto promete continuar a gerar polémica.

O ECO esteve em direto da Assembleia da República. Pode rever em detalhe, abaixo, o debate desta manhã.

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