Receitas dos call centers deverão atingir 540 milhões de euros

  • Lusa
  • 27 Janeiro 2017

A atividade dos call centers em Portugal deverá ter subido 2% em 2016, face ao ano anterior, para os 540 milhões de euros. Setor beneficiou das melhorias na conjuntura económica.

A atividade dos call centers em Portugal deverá ter subido 2% em 2016, face ao ano anterior, para os 540 milhões de euros, mantendo a tendência crescente dos anos anteriores, revela um estudo hoje publicado pela Informa D&B.

“Neste contexto, é de esperar que as receitas resultantes da gestão dos centros de atendimento telefónico atinjam os 540 milhões de euros em 2016, o que representa cerca de 2% mais do que em 2015”, refere o estudo ‘Setores Portugal Call Centers’.

De acordo com os autores do estudo, o crescimento da atividade económica, juntamente com a crescente externalização do serviço, permitiram que o crescimento da faturação no setor se mantivesse em 2015 e 2016. As cinco principais empresas do setor detêm uma quota de mercado conjunta superior a 70%, conclui.

Segundo o estudo, a procura pelo setor dos call centers beneficiou da melhoria da conjuntura económica, num contexto de comportamento positivo tanto do consumo privado como do investimento das empresas, juntamente com o aumento progressivo da externalização da gestão dos centros de atendimento telefónico por parte das empresas e organismos públicos portugueses.

No entanto, verifica-se um menor dinamismo do negócio comparativamente a anos anteriores, em que se registaram taxas de variação de dois dígitos. Em 2015, a faturação setorial ascendeu a 530 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,5% face ao ano anterior, enquanto em 2016 é expectável um valor de 540 milhões, mais 1,9%.

A faturação por serviços de atendimento telefónico ascendeu a 347 milhões de euros em 2015, representando dois terços da faturação total, enquanto o negócio de emissão de chamadas telefónicas representou 20%, correspondendo o restante a outros serviços, os quais tendem a ganhar quota de mercado.

O setor é constituído por cerca de 35 operadores “com atividade significativa”, sendo de salientar “o alto grau de concentração da oferta num reduzido número de operadores pertencentes a grupos de telecomunicações e de gestão de recursos humanos, bem como a multinacionais especializadas”.

A curto e médio prazo, de acordo com a Informa D&B, é expectável “a captação de novos clientes situados no estrangeiro, graças às boas infraestruturas instaladas em Portugal e à existência de mão-de-obra qualificada a custos mais baixos do que outros países da Europa”.

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