Tomás Correia suspeito de ter recebido 1,5 milhões de euros

  • ECO
  • 28 Janeiro 2017

O antigo presidente do Montepio terá recebido dinheiro do construtor civil José Guilherme, para aprovar empréstimo a fundo de investimento imobiliário fechado, avança o Expresso.

Tomás Correia, antigo presidente do Montepio, está a ser investigado pela justiça portuguesa por, alegadamente ter recebido 1,5 milhões de euros de José Guilherme, construtor civil da Amadora que ficou conhecido por ter dado 14 milhões de dólares “de presente” a Ricardo salgado. A notícia é avançada pelo Expresso na edição deste sábado (acesso pago), que diz que o ex-banqueiro foi implicado num novo inquérito-crime do DCIAP sobre burla qualificada, abuso de confiança, branqueamento de capitais, fraude fiscal e “eventualmente corrupção”, citando um comunicado oficial.

De acordo com o semanário, o Ministério-Público acredita que o dinheiro alegadamente entregue a Tomás Correia poderá estar relacionado com um financiamento obtido junto do Montepio e do BES, no valor de 74 milhões, para a compra e urbanização do Marconi Parque, uma área de 50 hectares de terrenos situados na Serra de Alfragide, por detrás do hipermercado Continente da Amadora.

Alvo de suspeita estarão várias transferências efetuadas a partir de contas do UBS, pertencentes a duas offshores cujos beneficiários finais são José Guilherme e o seu filho, Paulo Guilherme, e que tiveram como destino uma outra conta também aberta no banco suíço. As transferências ocorreram entre o verão de 2006 e o início de 2007, pouco depois de, em dezembro de 2005, os 50 hectares do Marconi Parque terem sido comprados por um fundo de investimento imobiliário fechado: o Invesfundo II, gerido por uma empresa do Grupo Espírito Santo, a Gesfimo, e com contratos de financiamento estabelecidos com o Montepio e o BES, em que cada um dos bancos assumiu metade do empréstimo.

Ao Expresso, Tomás Correia, através de fonte oficial, negou qualquer relação com qualquer cliente do banco em contas na Suíça. Tomás Correia foi presidente da caixa económica Montepio Geral entre 2008 e 2015.

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