Maior banco italiano regista prejuízos de 11 mil milhões em 2016

O UniCredit não se salvou a um ano complicado para a banca italiana: os custos de reestruturação do banco ultrapassaram as estimativas. O maior banco italiano registou prejuízos de 11,8 mil milhões.

2016 foi um ano negro para a banca italiana: o resgate do Monte dei Paschi vai custar 6,6 mil milhões de euros ao país e esta segunda-feira ficou a saber-se que o maior banco de Itália registou prejuízos de 11,8 mil milhões de euros no ano passado. O UniCredit divulgou hoje os resultados e justificou-os com despesas extraordinárias maiores do que o previsto, explica a Bloomberg.

Apesar de ter colocado dinheiro à parte para lidar com o crédito malparado e despesas extraordinárias feitas no âmbito do plano de recuperação do banco, o banco com sede em Milão gastou mais mil milhões de euros, somados aos 12,2 mil milhões de euros anunciados a 13 de dezembro.

Em causa está, por exemplo, uma maior contribuição que o UniCredit fez para o Fundo de Resolução Nacional italiano. Com o anúncio dos prejuízos, as ações do maior banco italiano caíram 5,5% para os 26,2 euros por título, segundo a Bloomberg.

Porém, estes não são os resultados finais do banco relativos a 2016. Esse relatório será revelado a 9 de fevereiro. Até ao final do próximo mês, o UniCredit terá ainda de fazer um update no seu plano para lidar com o crédito malparado, uma obrigação do Banco Central Europeu.

No quarto trimestre de 2016, o banco falhou um dos requisitos do BCE relativo numa das medidas de solidez financeira (o rácio de capital common equity Tier 1). O desafio será diminuir o risco durante este ano conforme pedido por Mario Draghi.

Prevê-se que o banco faça o aumento de capital de 13 mil milhões de euros a 6 de fevereiro, uma vez que o conselho de administração do UniCredit reúne-se esta quarta-feira. O valor de mercado estimado do UniCredit é de 16,5 mil milhões de euros.

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