Preços na Zona Euro aceleram 1,8% em janeiro por causa da energia

Energia fez disparar inflação nos últimos meses para níveis que deverão colocar o Banco Central Europeu no centro das atenções por causa do seu plano de estímulos.

A taxa de inflação na Zona Euro acelerou em janeiro e deverá ser mais um ponto de divisão entre os responsáveis do Banco Central Europeu (BCE), que começa a ser questionado sobre a real necessidade de manter o plano de compra de dívida dos governos da região da moeda única.

Os preços terão crescido 1,8% em janeiro, de acordo com uma estimativa publicada esta terça-feira pelo Eurostat, uma evolução que superou a taxa de 1,5% esperada pelos analistas sondados pela Bloomberg.

A dar força aos preços esteve sobretudo a energia. Os preços energéticos terão disparado 8% este mês. O que faz com que a taxa de inflação subjacente — que exclui os preços mais voláteis da energia e alimentação — de janeiro tenha ficado apenas nos 0,9%, abaixo da taxa de 1% verificada há um ano.

Para o BCE, que toma decisões de política monetária em função de uma expectativa futura do mercado em relação à evolução dos preços, estes números deverão intensificar o debate em torno do programa de estímulos monetários da autoridade, que tem em curso até final deste ano o plano de aquisição de dívida pública ao ritmo de 60 mil milhões de euros por mês a partir de abril.

“Draghi continua bastante cauteloso, mas este tipo de dados torna ainda mais difícil para ele defender a sua posição”, referiu Holger Sandte, analista da Nordea Markets, à Bloomberg. “Novas projeções poderão forçá-lo a mudar o seu tom”, acrescentou.

Num relatório separado, o Eurostat revelou que a economia da Zona Euro cresceu 0,5% no quarto trimestre do ano passado, um desempenho que ficou em linha com o esperado pelos analistas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preços na Zona Euro aceleram 1,8% em janeiro por causa da energia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião