Luís Costa Ferreira regressa ao Banco de Portugal depois da polémica saída para a PwC

Carlos Albuquerque sai da direção de supervisão para integrar a equipa de gestão da Caixa. Para o seu lugar entra Luís Costa Ferreira, que regressa ao Banco de Portugal após saída no final de 2014.

Luís Costa Ferreira está de regresso ao cargo de diretor do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal, depois da polémica saída no início de 2015 para a PwC, que na altura estava a conduzir uma auditoria ao recém-criado Novo Banco após intervenção do supervisor nacional.

Segundo o comunicado divulgado esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, Costa Ferreira vem substituir Carlos Albuquerque, que solicitou ao governador a cessação de funções “tendo em vista o exercício futuro de funções no setor financeiro”. “O pedido foi aceite, com produção de efeitos a 31 de janeiro de 2017”, informa o supervisor. Já Luís Costa Ferreira inicia as novas funções a 15 fevereiro.

Carlos Albuquerque foi contratado ao BCP — onde era diretor — para vir ocupar o lugar deixado vago na liderança da área de supervisão prudencial por Costa Ferreira em janeiro de 2015.

O Banco de Portugal indica que impôs a Albuquerque um período de transição durante o qual não poderá assumir qualquer cargo em instituições financeiras sob a sua supervisão e do Mecanismo Único de Supervisão. Adiantou ainda que aquele responsável vai desempenhar funções, “em regime de destacamento, num projeto externo de solidariedade social, ligado ao tema do sobre-endividamento”.

De acordo com o Jornal de Negócios (acesso gratuito), Carlos Albuquerque deverá integrar a equipa de Paulo Macedo na Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas só depois de cumprido este período de nojo.

Em relação ao novo diretor do Departamento de Supervisão Prudencial, Luís Costa Ferreira havia abandonado esse cargo no final de 2014 para trabalhar na PwC, a entidade que na altura estava a conduzir uma auditoria ao Novo Banco, estando a ajudar a construir o balanço da instituição recentemente criada depois da medida de resolução imposta ao BES pelo Banco de Portugal.

Costa Ferreira foi então para aquela consultora acompanhado por Pedro Machado, então diretor adjunto do mesmo departamento no banco central.

(Notícia atualizada às 16h01)

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