BoE revê em alta previsões de crescimento

  • ECO
  • 2 Fevereiro 2017

Banco Central de Inglaterra aponta agora para um crescimento de 2% e optou por manter as taxas de juro.

O Banco de Inglaterra reviu hoje em alta, de 1,4% para 2%, a previsão de crescimento para 2017 e deixou a taxa de juro diretora inalterada em 0,25%.

No relatório trimestral divulgado hoje, o banco subiu também as previsões para os anos seguintes e calcula agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,6% em 2018, face aos 1,5% anunciados em novembro e 1,7% em 2019, depois de ter previsto 1,6% há três meses.

O PIB britânico cresceu 2% em 2016, duas décimas abaixo do crescimento de 2015, mas acima do esperado após o referendo que decidiu a favor da saída britânica da União Europeia (‘Brexit’).

“O crescimento tem-se mantido resiliente desde o referendo… O comité de política monetária espera que o crescimento seja mais forte no período em análise do que em novembro”, disse o governador Mark Carney, na conferência de imprensa. Mas sublinhou os desafios potenciais que se apresentam e enfatizou que o banco central ainda pode mexer as taxas de juro em ambas as direções.

Apesar da aparente resistência da economia britânica, o banco central decidiu, na reunião de política monetária, deixar a sua principal taxa de juro inalterada no mínimo histórico de 0,25% fixado em agosto para minimizar os efeitos do referendo. O banco central também não mexeu no programa de estímulos, que em agosto passou para 445.000 milhões de libras (520.800 milhões de euros).

As minutas da reunião revelam que alguns membros estão cada vez mais preocupados com a inflação, que tem vindo a aumentar à medida que a libra fraca aumenta os custos das importações para o Reino Unido. O Banco de Inglaterra não alterou muito as suas previsões de inflação — continua a prever que a inflação fique em 2,7% em 2017, acima do objetivo de 2%, devido à pressão que resulta da desvalorização da libra e das medidas de política monetária.

O Índice de Preços no Consumo (IPC) aumentará mais do que o previsto em 2018 (2,8% face aos 2,7% previamente apontados) e deve baixar para 2,4% em 2019 (2,5% na anterior previsão).

A instituição monetária dirigida pelo canadiano Mark Carney tem sido criticada por rever várias vezes as suas previsões para a economia, dado que esta teve um desempenho melhor do que o previsto após o voto favorável ao ‘Brexit’, em junho.

A viagem do Brexit, na realidade, só está a começar. Embora seja clara a direção em que nos deslocamos, haverá voltas e reviravoltas ao longo do caminho. Aconteça o que acontecer, a política monetária será definida para fazer a inflação regressar a uma meta sustentável e, simultaneamente, suportar os ajustamentos necessários à economia”, disse Carney.

 

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