CaixaBank volta a ter lucros acima de mil milhões

O banco catalão que tem a decorrer uma OPA sobre o BPI fechou 2016 com lucros de 1.047 milhões de euros. Aumentou os resultados à custa de maiores margens numa altura em que as provisões encolheram.

O CaixaBank, que tem a decorrer a oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI, fechou o último ano com lucros de 1.047 milhões de euros. O banco catalão conseguiu inverter a tendência registada no final dos primeiros nove meses, encerrando 2016 com um crescimento de 28,6% nos resultados líquidos, beneficiando da melhoria na margem financeira, bem como da quebra nas provisões.

O banco liderado por Gonzalo Gortázar registava uma quebra de 2,6% nos lucros até ao final de setembro, mas acabou por conseguir apresentar um crescimento acentuado no total do ano. “Com este resultado, CaixaBank supera os 1.000 milhões de lucros por primeira vez desde o exercício referente a 2011“, refere o banco.

Para este resultado contribuiu a melhoria da margem financeira, mas também a quebra nos custos. “Num contexto de juros mínimos, a margem financeira situou-se em 4,157 milhões de euros (uma quebra homóloga de 4,5%). Desde meados de 2016 que a margem financeira mantém uma tendência de melhoria, tendo-se registado um crescimento de 3,5% no quarto trimestre”. Já os custos encolheram em 1,7%.

Determinante para este resultado líquido acima dos mil milhões por parte do banco liderado por Gonzalo Gortázar foi a quebra nas imparidades, que encolheram em 57,5%, bem como as receitas com as participadas. Só nesta rubrica, o banco registou um crescimento de 43,3% para os 828 milhões, beneficiando das receitas da Repsol.

Rácios em quebra… em plena OPA

Apesar destes resultados, os rácios de capital do CaixaBank deterioraram-se ligeiramente no final do ano passado. O CaixaBank apresentou um rácio common Equity Tier 1, numa base “fully loaded”, de 12,4%, sendo o rácio CET1 que serve de referência em termos de regulação de 13,2%. No final do terceiro trimestre, e depois do aumento de capital, o rácio numa base “fully loaded” estava em 12,6%.

O rácio encolheu em 20 pontos base. “A geração orgânica de capital no trimestre teve um contributo positivo, mas a quebra deve-se, entre outros, ao desenvolvimento de modelos internos de risco de crédito que levaram a um incremento nas deduções ao rácio de capital após as provisões”, refere a instituição.

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