Rui Moreira favorável a nacionalizar Novo Banco

O país não "está em saldo", avisa o autarca do Porto, que vê a nacionalização como uma solução temporária enquanto o Novo Banco não puder ser vendido por um preço justo.

Rui Moreira vê com bons olhos a nacionalização do Novo Banco como uma solução temporária enquanto a instituição não tiver interessados que ofereçam “justa contrapartida”. Entrevistado no ECO Talks, o autarca do Porto sublinhou que o país “já não está em saldo”.

Para o presidente da Câmara do Porto, e antigo empresário, não faz sentido vender o banco sem que uma “justa contrapartida” seja oferecida. “Não acho que o país esteja em saldo”, afirmou. “Já esteve, mas já não está”.

Assim, Rui Moreira vê com bons olhos uma nacionalização que pode ser uma solução temporária ou uma integração na Caixa Geral de Depósitos, ressalvando que não deve ser “forever” (para sempre). As opções? “Manter na esfera pública, se for possível fazer o seu redimensionamento para ser integrado na Caixa Geral dos Depósitos, ou então vender”, antevê.

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Enquanto só for possível vender “por um preço negativo”, Rui Moreira preferiria adiar a privatização. Mas, acrescenta, “o Estado não tem necessidade de ter banca comercial”.

Rui Moreira junta-se assim à esquerda: Carlos César, presidente do Partido Socialista, o PCP e o Bloco de Esquerda defendem a nacionalização, tal como várias personalidades de direita como Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite, que acreditam que nacionalizar o banco é melhor do que vendê-lo por uma má proposta.

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