Petróleo põe Médio Oriente a olhar para Londres

  • ECO
  • 6 Fevereiro 2017

O Brexit travou a escalada do imobiliário londrino, mas a queda da libra veio amortecer o impacto. E com o petróleo a subir, há novos compradores para os imóveis da City.

Com a queda dos preços do petróleo, bem como o elevado custo dos escritórios no centro financeiro de Londres, os investimentos do Médio Oriente na capital britânica desceram. Agora, com a matéria-prima a recuperar, os investimentos estão a voltar. A aposta, apoiada também na libra fraca, quase duplicou no final do ano passado.

Depois de chegar a apenas 25 dólares, o barril de petróleo está acima dos 55. Isto ao mesmo tempo que a libra afunda face às restantes divisas em resultado do Brexit. Uma conjugação de fatores que leva a um crescimento homólogo de 83% do investimento do Médio Oriente no último trimestre de 2016. As compras totalizaram 1,6 mil milhões de libras.

Os investidores do Médio Oriente foram responsáveis por quase uma em cada quatro transações (24%) por parte de estrangeiros na capital britânica, bem acima dos 10% registados um ano antes, de acordo com dados compilados pela Fidelity International, citados pela Bloomberg. Só nos últimos meses do ano passado, investidores do Médio Oriente adquiriram o edifício The Peak, o nº 5 da King William Street ou a propriedade vizinha do Hotel Ritz.

“Estes são investidores que conhecem bem Londres, o que significa que podem escolher estas propriedades a um preço muito mais reduzido do que historicamente poderiam”, diz Andy Pyle, diretor da consultora KPMG LLP no Reino Unido. A descida da libra para mínimos de três décadas, em resultado dos receios dos investidores em torno do Brexit, fez baixar os preços após vários recordes.

Londres tem estado a atrair atenções por se estar a tornar mais proveitosa e barata em relação a outras cidades europeias como Paris ou Berlim. Ao comprarem imobiliário comercial, destinado a escritórios, na sua maioria, os investidores estão a conseguir uma taxa de rentabilidade média de 4,25%, acima dos 3% em Paris, em França, e 3,5% em Berlim, na Alemanha.

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