Revista de imprensa internacional

  • Juliana Nogueira Santos
  • 7 Fevereiro 2017

BNP Paribas aposta no digital e Criteria diminui aposta no CaixaBank. Donald Trump proibido de falar no Parlamento Britânico e mais duas notícias que marcam o dia de hoje lá fora.

A tecnologia vai entrar pela porta grande no BNP Paribas, enquanto a Criteria deixa para trás mais de 5% do CaixaBank. No Luxemburgo, esgotou-se a paciência em relação à fraude das emissões da Volkswagen. Do outro lado do oceano, o verniz da administração Trump continua a estalar, com as vozes da oposição a adensarem-se tanto na política como nos negócios. São estas as notícias que marcam o mundo nesta terça-feira.

Financial Times

BNP Paribas vai gastar 3 mil milhões de euros em transformação digital

Depois de ter anunciado um aumento de 15% nos lucros anuais, o BNP Paribas vai fazer uma reestruturação tecnológica. A necessidade de se ajustar aos comportamentos dos seus clientes vai levar a um investimento de três mil milhões de euros. “Há cada vez mais clientes a quererem fazer operações online em vez de cara a cara”, justificou Jean-Laurent Bonnafé, administrador do banco francês.

Com o desenvolvimento tecnológico vêm também reduções de custos: 30 mil postos de trabalho vão ser reduzidos — cerca de 2% do total de trabalhadores — com o fecho mundial de centenas de balcões. Entre 2013 e 2016, já foram encerrados cerca de 10% dos balcões em França. (Conteúdo em inglês / Acesso condicionado)

El Expansión

Criteria vende 5,32% do CaixaBank por 1.068 milhões de euros

A principal acionista do CaixaBank, Criteria vendeu 5,32% do banco catalão por 1.068 milhões de euros, reduzindo a sua participação de 45,3% para 40%. O objetivo da operação é reduzir a participação acionista no CaixaBank, de modo a deixar de consolidar as contas do banco.

Com esta operação, a holding presidida por Isidro Fainé deixa de ser supervisionada pelo regulador europeu, que centrará a sua atenção apenas no CaixaBank. A Fundação Bancária La Caixa fica também isenta de constituir um fundo de reserva para intervir num possível resgate do banco, uma condição exigida pela nova lei de Cajas de Ahorro e Fundaciones Bancaria. (Conteúdo em espanhol / Acesso gratuito)

Deutsche Welle

Luxemburgo processa Volkswagen pela fraude nas emissões

O Luxemburgo segue o caminho já traçado pelos Estados Unidos e vai tomar medidas legais em relação à fraude das emissões levada a cabo pela Volkswagen. Depois de ter admitido, em 2015, que tinha manipulado o software de deteção de emissões em cerca de 11 milhões de motores a diesel, a gigante automóvel alemã ainda não foi multada ou castigada em território europeu devido a uma lacuna na lei.

Em declarações ao Deutsche Welle, o ministro das infraestruturas luxemburguês François Bausch afirmou que “decidimos que, como há uma grande probabilidade de ter sido um dispositivo fraudulento, vamos instaurar um processo contra desconhecidos.” O objetivo deste será, portanto, determinar os responsáveis pelo escândalo. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

The Independent

Donald Trump não vai falar no Parlamento aquando da visita de estado ao Reino Unido

Após Theresa May ter afirmado que o novo presidente dos Estados Unidos vai ser bem recebido em terras de sua majestade, o Parlamento põe entraves à visita, pelas palavras do porta-voz da Câmara dos Comuns. John Bercow afirmou que estava “fortemente contra” uma potencial intervenção de Trump no Parlamento e que não permitia que este fosse convidado para Galeria Real em seu nome.

“Eu creio que a nossa oposição ao racismo e ao sexismo e o nosso apoio à igualdade perante a lei (…) são considerações bastante importantes na Câmara dos Comuns”, afirmou, entre aplausos dos deputados, Bercow. A visita vai-se efetivar até ao final deste ano. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

Business Insider

Tesla e SpaceX juntam-se às 97 empresas que estão contra Trump

No princípio eram 97, agora já são 99. A Tesla e a SpaceX assinaram a declaração amicus curiae, entregue no passado domingo em tribunal, juntando-se assim a empresas como a Facebook e a Levi Strauss nesta luta contra as políticas migratórias do novo presidente dos Estados Unidos.

Embora faça parte da equipa de conselheiros da nova administração, decisão essa contestada por muitos, Musk afirmou que o seu trabalho com Trump “não significa que eu [Musk] concorde com as ações da administração”. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

 

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