Valor pedido por apartamentos novos em Lisboa atingiu 1,5 milhões em 2016

  • Lusa
  • 7 Fevereiro 2017

O valor pedido por apartamentos novos em Lisboa atingiu um máximo de 1,5 milhões de euros em 2016. Vistos gold ajudaram a impulsionar preços da habitação na capital, diz relatório.

A oferta de apartamentos novos em Lisboa variou entre 250 mil e 1,5 milhões de euros em 2016, enquanto os apartamentos usados oscilaram entre os 145 mil e os 780 mil euros, segundo um relatório hoje divulgado.

“Observou-se, nos imóveis para venda, uma elevada concentração em valores de oferta superiores aos quinhentos mil euros”, revelou a consultora imobiliária REVC, considerando os imóveis existentes em base de dados do portal imobiliário Imovirtual no mês de outubro de 2016.

De acordo com o relatório sobre o mercado residencial em Lisboa, aos elevados valores da oferta de imóveis para venda “não é indiferente a procura associada aos designados ‘golden visa e/ou regime fiscal de residentes não habituais’”.

Em relação à procura, os valores para apartamentos novos variaram “entre os 180 mil e os 800 mil euros”, enquanto os valores para apartamentos usados oscilaram “entre os 94 mil e os 600 mil euros”.

A análise referente à procura e à oferta no município de Lisboa incidiu sobre a base de dados do portal Imovirtual. Na análise da oferta, a consultora REVC considerou os imóveis existentes em base de dados no mês de outubro, já a procura incidiu sobre a análise do número de contactos gerados através do portal para o ano de 2016.

“O município de Lisboa tem tido uma representatividade expressiva nos contactos gerados para os segmentos de valores mais elevados, sobretudo nos apartamentos novos e nas moradias”, apurou a consultora REVC, acrescentando que, no entanto, “no âmbito geral, os contactos gerados, quer para arrendamento, quer para venda, tendem a posicionar-se em segmentos de valores inferiores aos da oferta”.

"O município de Lisboa tem tido uma representatividade expressiva nos contactos gerados para os segmentos de valores mais elevados, sobretudo nos apartamentos novos e nas moradias.”

REVC

Em termos de tipo de imóvel para venda, verificou-se “a concentração nos apartamentos”, quer do lado da oferta, quer do lado da procura, em todas as zonas de Lisboa.

Relativamente à venda de apartamentos novos, a oferta disponível incidiu maioritariamente nas tipologias T1, T2 e T3, e a procura direcionou-se maioritariamente para a tipologia T2.

Segundo o relatório, a zona da Baixa lisboeta (Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente) “é considerada a zona ‘prime’ de Lisboa, com procura não apenas de âmbito nacional, mas de foro internacional”.

Na análise da procura, “o maior número de contactos gerados para apartamentos novos incidiu na zona Noroeste (Carnide, Lumiar e Santa Clara)”, revelou a consultora imobiliária.

Na venda de apartamentos usados, as tipologias de maior relevância foram os T2 e T3, quer em termos de oferta, quer em termos da procura.

“As zonas com maior ‘stock’ destes imóveis eram o Centro litoral (Penha de França, Beato e Marvila) e o Centro interior (Benfica, Campolide e São Domingos de Benfica). Do lado da procura, as zonas dos Bairros tradicionais (Estrela e Campo de Ourique), Centro litoral e Noroeste destacaram-se face às demais, com um elevado número de contactos gerados”, indicou o relatório.

Em relação ao arrendamento, “a oferta do tipo de imóveis é mais heterogénea, com uma maior predominância nos apartamentos, lojas e escritórios”.

Na análise dos apartamentos para arrendamento, o relatório englobou as categorias ‘novos’ e ‘usados’, dado que “a representatividade dos imóveis novos é bastante diminuta, não tendo expressividade quando se desagrega por zonas”.

Baixa lisboeta é a zona mais procurada.D.R.

Neste sentido, o relatório sobre o mercado residencial em Lisboa apurou que a oferta e a procura por apartamentos para arrendamento incidiram nas tipologias T1 e T2.

“No âmbito geral, no arrendamento, no período considerado, observou-se um equilíbrio entre o que se oferece e os contactos gerados”, afirmou a consultora imobiliária, referindo que a zona mais representativa em termos de procura foi o Centro litoral e em termos de oferta foram as zonas da Baixa lisboeta e das avenidas (Arroios, Avenidas Novas, Areeiro e Alvalade).

O relatório da consultora imobiliária REVC concluiu ainda que “a oferta de moradias no concelho é escassa”, acrescentando que a oferta e a procura deste tipo de imóveis para venda tiveram uma maior expressividade nas zonas Sudoeste (Belém, Ajuda e Alcântara) e Nordeste (Olivais e Parque das Nações).

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