Violas vende na OPA e fica apenas com dez mil ações

O grupo Violas vende a posição que detém no BPI de 2,681%. Tiago Violas Ferreira, administrador da Holding diz que "custa sair, mas não tínhamos alternativa".

O grupo Violas, maior acionista português do BPI, vai vender a posição de 2,681% que detém no capital do banco, na OPA do CaixaBank. Em declarações ao ECO, Tiago Violas Ferreira, administrador da holding Violas Ferreira Financial (VFF) adianta: “Ficamos apenas com uma posição residual de dez mil ações”.

Tiago Violas Ferreira reconhece que “custa muito sair do banco desta maneira e a este preço”. “Mas não tínhamos outra solução”, garante.

“Não podíamos ficar numa sucursal do CaixaBank em Portugal”, sobretudo, acrescenta o administrador da VFF, “sabendo nós como é que o CaixaBank trata os acionistas”.

Não podíamos ficar numa sucursal do CaixaBank em Portugal, sobretudo, a sabendo nós como é que o CaixaBank trata os acionistas.

Tiago Violas Ferreira

Administrador da holding Violas Ferreira Financial

O administrador revela que deram “ordem de venda” no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) cujo prazo termina esta tarde (15 horas).

Família Violas era acionista do BPI há cerca de 35 anos

Esta é o primeiro anúncio de venda feito por um acionista qualificado do BPI. Com esta operação os Violas deverão encaixar perto de 40 milhões de euros.

A holding Violas Ferreira Finance sempre se mostrou contra a OPA do CaixaBank, pelo menos ao preço de 1,134 euros por ação, o que levou mesmo durante todo o processo à demissão de Edgar Ferreira, pai de Tiago Violas Ferreira, da administração do BPI em desacordo com a gestão liderada por Fernando Ulrich. O acionista considerou na altura que a venda de 2% do BFA a Isabel dos Santos por 28 milhões de euros beneficiava a empresária, prejudicando os outros acionistas. Ainda no decorrer dessa venda, a VFF pediu à CMVM que nomeasse um administrador independente ameaçando que podia recorrer para os tribunais caso isso não acontecesse. A CMVM não teve o mesmo entendimento e avançou com a operação, falta saber o que irá fazer o (ainda) maior acionista português do BPI.

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