Violas de saída do BPI

Família Violas vai vender os 2,681% que detém no BPI. Chega ao fim parceria de 35 anos.

A família Violas, que detém através da Holding Violas Ferreira (HVF) 2,681% do capital do banco de Fernando Ulrich, está de saída do banco. Tiago Violas Ferreira, administrador da HVF, adiantou ao ECO que vai “vender na OPA a posição” que detêm. “Não temos outra alternativa”, refere o gestor.

O administrador mostra-se descontente com esta situação. E justifica: “Éramos os maiores acionistas portugueses e estamos no banco desde o início, primeiro com a SPI, de 1981 a 1985, e depois desde essa altura até agora”.

"Não vamos ficar minoritários numa filial do CaixaBank.”

Tiago Violas Ferreira

Administrador da Holding Violas Ferreira

Com a aprovação por parte dos acionistas do banco da proposta de desblindagem dos estatutos que teve lugar esta quarta-feira de manhã em Serralves, no Porto, a OPA do CaixaBank tem luz verde para avançar, uma ideia que não agrada ao maior acionista português do banco, que inclusivamente apresentou duas providências cautelares sobre o BPI com o objetivo de inviabilizar a oferta do banco catalão.

“Não vamos ficar minoritários numa filial do CaixaBank”, afirma Tiago Violas Ferreira, que adianta: “Isto é muito triste, sobretudo porque estamos a falar das mesmas pessoas que nos aconselharam a não vender a sete euros quando o BCP há cerca de sete anos fez uma proposta para adquirir o BPI. E são ainda as mesmas pessoas que na primeira OPA lançada pelo CaixaBank (em fevereiro de 2015) também aconselharam os acionistas a não vender ao preço de 1,329 euros por ação, e agora defendem a venda a 1,113 euros por ação”.

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