BPI tem novo CEO espanhol, Ulrich passa a chairman

Pablo Forero, atual diretor geral do CaixaBank, é o nome indicado pelo grupo espanhol para a liderança executiva do BPI. Já Fernando Ulrich passa a presidente do conselho de administração.

Fernando Ulrich, Artur Santos Silva, Gonzalo Gortázar e Pablo Forero durante a apresentação dos resultados da OPA do CaixaBank sobre o BPI.Paula Nunes/ECO

Nova vida no BPI. O CaixaBank vai propor o nome de Pablo Forero para o cargo de presidente da Comissão Executiva do banco português, enquanto Fernando Ulrich é o nome escolhido pelo grupo espanhol para as funções de chairman. Mudanças que surgem depois de o banco catalão ter finalizado esta semana com sucesso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI.

Ulrich abandona a posição de CEO depois de 13 anos naquele cargo. É agora substituído por Pablo Forero, diretor-geral do CaixaBank, cuja equipa integra desde 2009. De resto, Forero acompanhou esta quarta-feira o presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, na viagem a Lisboa para a apresentação dos resultados da OPA catalã.

Mas há mais mudanças no seio da estrutura governativa do BPI a propor aos acionistas em assembleia geral a realizar no dia 26 de abril. Até agora presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva passa a Presidente Honorário e presidente de uma nova comissão do Conselho de Administração dedicada à responsabilidade social.

Adicionalmente, da nova equipa de gestão saem Maria Celeste Hagatong e Manuel Ferreira da Silva. Além do CEO Pablo Forero, a comissão executiva proposta pelo CaixaBank conta com José Pena do Amaral, Pedro Barreto, João Oliveira Costa, Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Francisco Manuel Barbeira, Ignacio Alvarez Rendueles e Juan Ramon Fuertes.

"O banco agradece a Fernando Ulrich “a contribuição fundamental que deu ao longo de 34 anos para a afirmação, prestígio e resultados do banco. (…) Reconhece, em especial, o decisivo desempenho de Ulrich e da equipa executiva no período mais difícil da crise financeira.”

Banco BPI

CMVM

Em relação ao conselho de Administração, que será agora liderado por Ulrich, saem Armando Leite de Pinho, Carlos Moreira da Silva e Mário Leite da Silva, sendo composta pelos seguintes nomes: Pablo Forero (vice-presidente), António Lobo Xavier (vice-presidente), Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Carla Bambulo, Francisco Manuel Barbeira, Gonzalo Gortázar, Ignacio Alvarez Rendueles, João Oliveira Costa, José Pena do Amaral, Javier Pano, Juan Antonio Alcaraz, Juan Ramon Fuertes, Lluis Vendrell, Pedro Barreto, Tomás Jervell e Vicente Tardio (vogais).

No comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco agradece a Fernando Ulrich “a contribuição fundamental que deu ao longo de 34 anos para a afirmação, prestígio e resultados do banco”. “Reconhece, em especial, o decisivo desempenho de Ulrich e da equipa executiva no período mais difícil da crise financeira“, destaca o conselho de administração do banco português.

O CaixaBank passou a controlar 84,52% do capital do BPI na sequência da oferta que lançou sobre a instituição portuguesa. Este resultado, anunciado esta quarta-feira, na Euronext Lisboa, não permite ao banco catalão avançar com a aquisição potestativa das restantes ações.

(notícia atualizada às 18h33)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BPI tem novo CEO espanhol, Ulrich passa a chairman

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião