Mersch: BCE não pode continuar com juros baixos

  • ECO
  • 10 Fevereiro 2017

Yves Mersch veio repetir a sua oposição à atual política de compra de dívida do BCE, mas Mario Draghi continua a não lhe dar ouvidos.

Yves Mersch, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu, reforçou a sua posição contrária às políticas de Mario Draghi, presidente do BCE. “Durante quanto tempo poderemos continuar a falar de taxas ainda mais baixas como uma opção da política monetária?”, questionou, indo contra aquilo que Draghi tem defendido.

“Considerando a importância da credibilidade para um banco central, não deve continuar a adiar-se as medidas graduais necessárias à nossa estratégia comunicacional”, afirmou esta sexta-feira em Alveshole, na Alemanha, mostrando-se favorável à redução dos valores mensais de compras de ativos por parte do BCE.

“Os ajustes ao nosso programa de compra de ativos vão ser implementados como foi anunciado em dezembro, porque, em primeiro lugar, contribui significativamente para a recuperação da economia e a estabilização dos preços, e segundo, porque as políticas monetárias têm de ser fortalecidas em tempos de maior incerteza, como garantia de estabilidade e confiança por ser credível”, notou.

Já no final de novembro do último ano, Mersch tinha mostrado a sua apreensão quanto à duração do programa de obrigações em voga: “A dimensão do programa de compras significa que irá levar algum tempo, mas um compromisso permanente de compra de obrigações, por exemplo, seria um incentivo errado para o financiamento dos governos.”

Mas Mario Draghi não está de acordo e pretende manter a política atual, apesar de as críticas não virem só de Mersch. Com a inflação a subir rapidamente, em especial devido à subida dos preços dos combustíveis, opiniões mais conservadoras estão a levantar-se a favor de que o BCE recue na sua política facilitista atual. Uma mudança que Draghi recusa.

A inflação chegou aos 1,8% no último mês, atingindo o limite pretendido pelo BCE — abaixo dos 2% — mas é provável que torne a cair quando os preços do petróleo tornarem a baixar.

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